O que era para ser apenas o fim de uma noite de diversão acabou virando dor de cabeça para quatro turistas do interior do estado. O grupo afirma ter sido vítima de um golpe praticado por um motorista vindo de Curitiba, que realizou transporte de forma irregular e cobrou um valor muito acima do combinado. O caso ocorreu em Balneário Camboriú.
A situação foi registrada na madrugada de domingo (15/02), logo após a apresentação da cantora Ana Castela. Segundo relato feito em Boletim de Ocorrência, o grupo foi abordado diretamente na rua por um homem que se identificou como motorista de aplicativo.
De acordo com as vítimas, o condutor ofereceu a viagem pelo valor de R$ 7,00 por quilômetro. Como o trajeto até o destino tinha cerca de 9 quilômetros, o custo estimado seria de aproximadamente R$ 63,00. No entanto, ao final da corrida, o motorista exigiu o pagamento de R$ 326,00, quantia quase cinco vezes superior ao valor inicialmente acertado.
Para justificar o preço elevado, o motorista teria utilizado no celular um aplicativo que imitava o funcionamento de um taxímetro. Esse tipo de recurso não é permitido para motoristas de aplicativo, sendo exclusivo para táxis regulamentados.
Cansados, em uma cidade que não conheciam e sob pressão para efetuar o pagamento, os turistas acabaram transferindo o valor solicitado.
Um familiar que acompanhou o registro da ocorrência afirmou que o grupo se sentiu coagido. “Eles estavam exaustos e inseguros. O valor cobrado é completamente desproporcional”, declarou.
Após o episódio, os passageiros entraram em contato com o motorista por mensagens. Na conversa, ele teria enviado imagens de outras corridas realizadas na mesma noite, incluindo um trajeto de 8 quilômetros pelo qual teria cobrado R$ 418,00.
Apesar de apagar as mensagens posteriormente, os turistas já haviam feito capturas de tela. Os registros foram entregues às autoridades e também encaminhados ao órgão de defesa do consumidor.
Além da cobrança considerada abusiva, o caso pode envolver exercício irregular da atividade. Em Balneário Camboriú, motoristas de aplicativo precisam estar vinculados às plataformas oficiais e atender às exigências da legislação municipal para atuar na cidade.
Conforme apurado, o motorista não teria autorização para operar comercialmente no município.
A ocorrência foi registrada como suspeita de estelionato e prática abusiva contra o consumidor. As autoridades reforçam a orientação para que passageiros utilizem exclusivamente os aplicativos oficiais, onde o valor é informado previamente e a corrida fica registrada na plataforma.



