Uma cadela gestante, que carregava cinco filhotes, foi resgatada com vida após ser enterrada dentro de um condomínio residencial no bairro Jardim Paraíso, na zona Norte de Joinville. O caso, tratado como maus-tratos qualificado, está sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina.
A ocorrência veio à tona após uma denúncia formal apontar a prática de crueldade contra o animal. Conforme informações repassadas pelas autoridades, a cadela foi localizada sob uma camada de terra, ainda viva, mas em estado delicado, apresentando dificuldade respiratória e sinais de exaustão. Inicialmente, houve suspeita de envenenamento, hipótese posteriormente descartada após avaliação clínica.
O animal foi encaminhado ao Centro de Bem-Estar Animal de Joinville, onde permanece sob cuidados veterinários. Apesar das condições extremas em que foi encontrada, a cadela reagiu ao atendimento. A gestação está sendo acompanhada pela equipe técnica, que monitora a saúde da mãe e dos filhotes.
As investigações são conduzidas de forma conjunta pela Delegacia de Proteção Animal e pela Delegacia Especializada no Atendimento aos Adolescentes em Conflito com a Lei, com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e da DIC-DRR. Segundo apuração preliminar, o fato pode ter envolvido adolescentes e uma mulher que exercia atividade profissional no condomínio.
Nesta terça-feira (24), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no próprio residencial, por determinação judicial após manifestação favorável do Ministério Público. Durante a ação, foram recolhidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que poderão auxiliar na elucidação do caso e na identificação das responsabilidades individuais.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento. Eventuais envolvidos poderão responder conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, no caso dos menores, e pela legislação penal vigente, no caso da adulta investigada.
Após a recuperação, a cadela e seus filhotes deverão ser encaminhados para adoção responsável. A corporação reforça que denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas de forma anônima e que o trabalho investigativo continuará até o total esclarecimento dos fatos.



