A situação da saúde pública, os desafios financeiros e a redução das filas de exames estiveram entre os principais temas debatidos na manhã desta sexta-feira (27), durante entrevista com o secretário municipal de Saúde de Brusque, Ricardo Freitas. A conversa foi ao ar no programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, e abriu espaço também para perguntas enviadas pelos ouvintes via WhatsApp.
Logo no início, o secretário reconheceu que assumiu a pasta em meio a um cenário delicado. “É sabido que eu assumi a secretaria na metade do ano”, afirmou, destacando que precisou reorganizar contratos e ajustar o planejamento financeiro herdado da gestão anterior. Segundo ele, o foco foi trabalhar com austeridade para equilibrar as contas e estruturar 2026 com mais previsibilidade.
Freitas garantiu que o ano começa com perspectiva mais estável. “Fato é que finalizamos o ano bem, posso dizer pra ti assim, financeiramente bem. A gente conseguiu empatar a conta”, declarou. De acordo com o secretário, os principais contratos com hospitais foram renegociados até 31 de dezembro, permitindo que a Secretaria inicie o novo ciclo com planejamento financeiro definido.
Um dos pontos mais questionados pelos ouvintes foi a fila de exames. O secretário afirmou que houve aporte de recursos no fim do ano para acelerar a demanda reprimida, especialmente nos exames laboratoriais. “Já tem aí mais ou menos uns 10 dias que nós estamos acelerando os exames laboratoriais”, explicou. A prioridade, segundo ele, é reduzir o tempo de espera para casos mais urgentes, como exames pré-operatórios e controle de doenças crônicas.
Freitas também reconheceu que exames continuam sendo um dos principais gargalos da rede. “Exame de laboratório sempre é um gargalo”, afirmou, ressaltando que o dinheiro público é limitado e precisa ser utilizado com responsabilidade. Ele defendeu a adoção de protocolos para organizar melhor os pedidos e dar prioridade a quem realmente necessita com maior urgência.
Durante a entrevista, o secretário ainda falou sobre os contratos com os hospitais Azambuja e Dom Joaquim, que foram renovados, e explicou que eventuais novos serviços poderão ser incluídos por meio de aditivos. A conversa foi marcada por questionamentos diretos dos ouvintes e pela sinalização de que 2026 será, nas palavras do secretário, um ano mais “azul” para a saúde pública do município, embora desafios continuem no radar da pasta.




