A Câmara Municipal de Brusque aprovou, na sessão desta terça-feira, 3, um requerimento convocando a empresa Aegea Saneamento, vencedora do processo de concessão do esgotamento sanitário do município, para comparecer ao Legislativo e apresentar os planos de execução do serviço na cidade. A empresa venceu o leilão realizado na última sexta-feira, 27, na B3, em São Paulo.
O autor do requerimento é o vereador Felipe Hort, do Partido Novo, que afirmou estar preocupado com a forma como o serviço será implementado.
“É fundamental que isso fique claro para a população. Nós precisamos identificar quem é essa empresa, qual é a solidez dela e como, de fato, será o plano de trabalho”, declarou o parlamentar durante a sessão.
Segundo ele, apesar de reconhecer a lisura do processo licitatório, é necessário aprofundar o debate sobre a capacidade prática da concessionária. “No passado, até 2018, houve acordo de leniência no setor, então esses pontos precisam ser analisados com responsabilidade. Trouxemos esses questionamentos aqui porque a empresa também terá que pagar R$ 60 milhões ao município para a construção da ETA da Cristalina. Inclusive, durante a sessão surgiram dúvidas sobre como será feita essa operacionalização”, explicou.
O vereador destacou que o objetivo da convocação é garantir transparência e segurança jurídica na elaboração do contrato. “Nosso objetivo é trazer a empresa para conversar, redigir um bom contrato e assegurar que, no fim das contas, quem ganhe seja a população com um serviço de qualidade”, afirmou.
Felipe Hort também relatou que acompanhou presencialmente o leilão na capital paulista, reconhecendo a lisura de todo o processo em torno da escolha. “Com relação à licitação, houve audiência pública e todo o trâmite ocorreu dentro da legalidade. Eu estive na B3, com recursos próprios, para acompanhar e verificar a lisura do procedimento. Isso nós identificamos. Agora, cabe acompanhar a execução”, disse.
O vereador ressaltou que o debate deve continuar nas próximas semanas, assim que a empresa receber o documento para que se faça presente na conversa com o Legislativo.
“Certamente, teremos mais de uma reunião aqui na Câmara para entender todos os detalhes, formar um bom contrato e esclarecer dúvidas. Sugestões vão surgir durante o processo e a população também pode contribuir”, concluiu.



