O diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Brusque, Rodrigo Cesari, foi o entrevistado da manhã desta quarta-feira (4) no programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade FM. Durante a conversa, ele falou sobre a concessão do sistema de esgotamento sanitário do município, definida na semana passada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), quando foi oficializada a vitória da empresa Aegea no processo.
Segundo Cesari, a concessão marca o início de uma nova etapa para Brusque, após décadas de discussões sobre a implantação do sistema de tratamento de esgoto. O diretor destacou que o processo passou por diversas análises e órgãos de controle até chegar à etapa final. “Eu posso dizer, eu faço minhas palavras do prefeito, esse foi o processo de concessão de esgoto mais transparente do Brasil, sem sombra de dúvida, sem medo de errar”, afirmou.
Durante a entrevista, ele explicou que a empresa vencedora apresentou a melhor proposta no leilão, com desconto na tarifa e pagamento de outorga ao município. “Primeiro pelo critério de maior desconto, que foi 17% no valor da tarifa, e segundo pela maior outorga, que foi o valor de R$ 60 milhões”, disse Cesari. O investimento total previsto pela concessionária é de cerca de R$ 1,5 bilhão ao longo do contrato.
Agora, conforme o diretor do Samae, o processo entra em uma nova fase administrativa antes do início das obras. A expectativa é que o contrato seja assinado nas próximas semanas e que a empresa comece a estruturar sua operação na cidade. “O próximo passo agora é a assinatura do contrato, e isso deve levar cerca de 40 dias aproximadamente”, explicou.
Cesari também ressaltou que a concessionária tem interesse em iniciar o projeto o quanto antes, já que o retorno financeiro depende da operação do sistema. “Ela só começa a receber depois que a estação de tratamento estiver pronta, depois que a rede estiver implementada e o esgoto começar a ser coletado e tratado”, destacou.
Durante a entrevista, o diretor comentou ainda sobre a forma de cobrança do serviço de esgoto quando o sistema estiver em funcionamento. Segundo ele, a tarifa será vinculada ao consumo de água. “Se o cidadão paga 100 reais de água, vai pagar 100 reais de esgoto. Uma coisa está vinculada à outra”, explicou.
Cesari reconheceu que a implantação da rede poderá causar transtornos temporários na cidade, mas reforçou que o projeto é essencial para o desenvolvimento do município. “Esse é um projeto impopular, vai mexer com a vida das pessoas, vai causar transtorno, mas o ganho que a nossa comunidade vai ter a longo prazo será muito maior”, afirmou.
Além do esgotamento sanitário, o diretor também comentou sobre investimentos em abastecimento de água, como a construção de novos reservatórios e o projeto da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Cristalina, que deve começar a sair do papel nos próximos anos.



