(VÍDEO) De superlotação a falhas mecânicas: estudantes denunciam problemas no transporte universitário
A rotina dos estudantes que dependem do transporte universitário da Prefeitura de Brusque para chegar às universidades em cidades como Balneário Camboriú, Itajaí e Blumenau tem sido marcada por dificuldades. Tais acadêmicos relatam superlotação, falhas mecânicas nos veículos e problemas de comunicação com o setor responsável pelo serviço.
Na manhã desta sexta-feira (6), a Cidade FM ouviu dois dos estudantes que utilizam os ônibus da frota intermunicipal. Javiera Josefa Martins Aiquel, do 4° período de Odontologia da Uniavan, em Balneário Camboriú, é moradora de Brusque e depende do transporte para chegar à faculdade todos os dias. Em seu relato, a jovem afirmou que os problemas não são recentes. “É uma situação que já vem de anos e nunca foi feito nada. A gente já está cansado. Esse problema de superlotação não é de hoje”, afirmou.
Além do número elevado de estudantes nos ônibus, Javiera também relatou situações que, segundo ela, levantam preocupação com a segurança. “Nesses dois anos que eu estou usando o transporte, já ocorreu duas vezes que o ônibus parou no meio do caminho. A primeira vez, um motorista que estava atrás do ônibus fez a ultrapassagem e comentou com o nosso motorista que estava saindo faísca no fundo do ônibus. E, no outro momento, foi 22h30 da noite, na volta, parado no meio da rodovia, sem luz, porque o motor superaqueceu”, contou.
Segundo Martins, naquele momento os próprios alunos precisaram sair do veículo e usar as lanternas dos celulares para sinalizar aos carros que passavam pela rodovia.
Ela afirma que situações semelhantes também são relatadas por estudantes de outras cidades. “Me falaram que existem dois ônibus de Blumenau onde há goteiras que molham a maior parte dos bancos e, quando seca, chega a ficar um cheiro insuportável e que, constantemente, os ônibus quebram no meio do caminho. E foi informado para eles não reclamarem. Eles fizeram ouvidoria e foi falado para eles não reclamarem porque o ônibus é de graça”, falou. A estudante também aponta que já foram feitas manifestações e registros formais, mas que, até recentemente, as respostas eram escassas.
Outro estudante que utiliza o transporte é Matheus Almeida Arocha, do 3° período de Direito da Univali, em Itajaí. Ele confirma que a superlotação era frequente. “Anterior a isso, já chegou a chegar mais de 15, quase 20 pessoas em pé, o que era um risco à segurança enorme”, relatou.
Matheus afirma que algumas mudanças começaram a acontecer apenas depois que os alunos passaram a cobrar mais publicamente uma solução. “Atualmente, depois de muita batalha, depois de a gente falar muito ali, fazer um barulho enorme, foi adicionado mais um, no caso ônibus, que foi estar fazendo transporte para Itajaí diariamente, no caso no período noturno”, explicou.
Almeida também apontou dificuldades na inscrição de novos estudantes para utilizar o transporte. Segundo o estudante, muitos calouros enfrentam problemas por falta de informações claras.
“Parece que a falta de comunicação desse setor de transporte universitário, ela é muito grande e ocorre que muitas das inscrições não foram feitas porque houve uma mudança no cadastro desse serviço”, comentou.
Agora, a reportagem irá procurar a Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade (SETRAM) para obter um posicionamento sobre o caso.




