A construção civil em Brusque segue em ritmo considerado estável, com leve crescimento no número de obras em andamento na cidade. O cenário foi apresentado em levantamento realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque e Região (Sintricomb), divulgado recentemente pelo presidente da entidade, Izaias Otaviano.
O tema foi abordado na manhã desta segunda-feira (9), durante entrevista concedida pelo dirigente sindical à Rádio Cidade FM, quando ele detalhou os dados coletados pelo sindicato a partir de um mapeamento feito ao longo do ano passado. Segundo Izaias, o levantamento é realizado com visitas presenciais a diferentes regiões da cidade, analisando o tipo de obra e a localização dos empreendimentos.
“O levantamento feito pelo nosso pessoal que trabalha em obra, técnico de segurança e também pelo tesoureiro que visita diariamente os canteiros, mostrou que a construção civil em Brusque se manteve estável, com uma ligeira alta”, afirmou o presidente do Sintricomb durante a entrevista.
De acordo com os dados apresentados, Brusque contabilizava 202 obras em andamento até dezembro do ano passado, incluindo casas de grande porte, residências germinadas, prédios, galpões industriais, salas comerciais e obras públicas. Entre esses empreendimentos estão 52 prédios em construção, 46 casas, 72 conjuntos de casas germinadas que somam 266 unidades, além de 10 galpões e 20 salas comerciais, além de duas obras públicas.
O levantamento também mostra que algumas regiões concentram maior volume de construções. O bairro Rio Branco aparece como destaque, principalmente por conta de um loteamento que vem recebendo novas moradias. Já bairros como Limeira, Santa Terezinha, Santa Rita e o Centro também apresentam número significativo de obras.
Para Izaias Otaviano, o cenário reforça a importância do setor para a economia local. “A construção civil se mantém aquecida, entra ano e sai ano, e continua sendo o grande puxador da economia brusquense e do Brasil também”, destacou.
Apesar do volume de obras, o dirigente sindical alertou para um desafio que vem sendo observado nos canteiros: a falta de trabalhadores qualificados. Segundo ele, essa dificuldade já provoca atrasos em algumas construções e pode impactar novos investimentos no setor nos próximos anos.




