Na tarde desta sexta-feira (20), o delegado Fernando Farias detalhou a operação “Cardume”, realizada pela Polícia Civil em Brusque e região, com foco no combate ao tráfico de drogas.
A ação é resultado de uma investigação que começou ainda em 2020 e que voltou a ganhar força nos últimos meses, após a identificação de que integrantes do antigo grupo voltaram a atuar no crime.
“Essa operação é decorrente de uma investigação que teve início lá em 2020. Parte desses investigados já havia sido presa, cumpriu parte da pena e voltou à sociedade, se reorganizando e trazendo novos integrantes para o grupo”, explicou.
Segundo o delegado, o nome da operação faz referência justamente a esse crescimento da organização criminosa.
“Por isso a operação foi denominada Cardume, justamente por conta dessa associação de pessoas que estão direcionadas ao mesmo fim, que é o tráfico de drogas”, afirmou.
Operação em vários pontos
A operação foi realizada em diversos pontos da cidade, principalmente no bairro Limoeiro, além de ações em Águas Claras, Guabiruba e também na região de Itajaí.
Durante as buscas desta sexta-feira, foram apreendidos cerca de 100 gramas de cocaína, além de materiais utilizados no tráfico, e duas pessoas foram presas em flagrante.
“Hoje, durante as buscas, foram encontrados aproximadamente 100 gramas de cocaína, além de apetrechos relacionados ao tráfico, e duas pessoas foram presas em flagrante”, disse.
Apreensões e prejuízo ao tráfico
O delegado também destacou que, desde o início das investigações mais recentes, entre novembro e dezembro do ano passado, já foram apreendidos aproximadamente 2 quilos de cocaína pura, o que representa um impacto significativo para o grupo criminoso.
“Essa cocaína ainda não tinha sido misturada. Após a mistura, ela renderia pelo menos o dobro. A gente estima um prejuízo em torno de 200 mil reais para o grupo”, destacou.
Grupo mudou forma de atuação
De acordo com as investigações, o grupo mudou a forma de atuação ao longo do tempo, deixando de usar pontos fixos e passando a atuar com outras atividades para disfarçar o crime.
“Hoje eles não têm mais um local fixo. Estão atuando com outro tipo de comércio, como venda de sapatos e outras atividades de forma irregular, justamente para tentar dificultar a identificação”, revelou o delegado.
Operação segue
Até o momento, a operação já resultou em sete prisões e conta com cerca de 17 investigados, número que ainda pode aumentar com o avanço das investigações.
“Esse número pode crescer, porque agora com as buscas e apreensões novos elementos são trazidos para dentro da investigação, o que pode levar à identificação de outros membros dessa associação criminosa”, completou.
Um dos principais investigados, apontado como liderança do grupo, segue foragido e já possui mandado de prisão expedido.
“A gente já tem mandado de prisão contra ele, mas neste momento ele é considerado foragido”, finalizou o delegado.



