(VÍDEO) Após negociação, greve de enfermeiros é cancelada em Guabiruba

A paralisação dos enfermeiros que estava prevista para sexta-feira (27), foi cancelada após avanço nas negociações com a Prefeitura de Guabiruba.

A enfermeira Beatriz Pereira Santos, que representa a categoria, explicou que o movimento vinha sendo construído desde maio de 2025. Segundo ela, a reivindicação não é por aumento salarial, mas por reconhecimento das funções exercidas.

“Essa luta não é de agora. A gente não está pedindo aumento salarial, estamos pedindo uma gratificação por um serviço que já realizamos. Hoje, além de atender pacientes, nós também gerenciamos toda a unidade e não recebemos por isso”, afirmou.

Beatriz destacou ainda que a proposta inicial apresentada foi considerada insuficiente pela categoria.

“Foi oferecido 10%, mas outros profissionais recebem entre 15% e 20%. Então por que a gente teria que aceitar menos, exercendo a mesma função?”, questionou.

Além disso, os profissionais também reivindicam melhorias para os técnicos, principalmente em relação ao cumprimento do piso salarial.

“Não é sobre querer mais dinheiro, é sobre reconhecimento. Os técnicos são essenciais, fazem acolhimento, medicação, curativos. Nada mais justo do que valorizar esses profissionais”, completou.

Já a presidente do sindicato SINSEB, Tânia Pompermayer, afirmou que não houve necessidade de greve, já que as negociações já estavam em andamento.

“Não haverá greve porque já havia uma negociação em curso. Já tínhamos avançado em 10% e buscávamos chegar até 15%”, explicou.

Segundo ela, o movimento de paralisação partiu de forma independente por parte de alguns profissionais.

“Foi um movimento isolado do pessoal da saúde, sem a participação do sindicato. Demos orientação jurídica e eles optaram por aceitar a proposta da administração”, destacou.

O prefeito Valmir Zirke também confirmou que a situação está resolvida e descartou qualquer paralisação.

“Não vai ter greve. Houve um movimento, mas está tudo certo. Inclusive, se acontecesse, seria inconstitucional”, afirmou.