No Conexão 92 desta segunda-feira (30), a entrevistada foi a vereadora Bete Eccel, que voltou a levantar um tema preocupante: o avanço dos casos de feminicídio. Durante a entrevista, a parlamentar destacou que os números seguem alarmantes em Santa Catarina, onde, em média, um caso é registrado a cada seis dias.
A vereadora afirmou que o assunto tem sido recorrente nos debates na Câmara, diante da gravidade da situação e dos impactos que vão além da vítima, atingindo famílias e toda a sociedade. Segundo ela, é papel do poder público discutir e propor medidas que ampliem a proteção às mulheres.
Bete também chamou atenção para a subnotificação dos casos, já que muitas vítimas não denunciam por medo de represálias. Além disso, destacou que medidas como tornozeleiras eletrônicas e ordens de restrição, embora importantes, ainda não são suficientes para impedir novos crimes.
Entre as propostas defendidas, estão a criação de um Conselho Municipal da Mulher, a implantação de uma Procuradoria da Mulher e a estruturação de uma casa de acolhimento para vítimas de violência. A vereadora ainda ressaltou a importância de ações de orientação e fortalecimento das mulheres, para que saibam como agir em situações de risco.
Outro ponto abordado foi a violência psicológica, considerada por ela tão ou até mais prejudicial que a agressão física, por afetar diretamente a saúde emocional e toda a estrutura familiar.
Durante a entrevista, também foi citado o trabalho já realizado por meio de encontros mensais que buscam acolher e fortalecer mulheres, além da criação de um grupo com representantes de diferentes setores para discutir políticas públicas voltadas ao tema.
A vereadora ainda comentou a rejeição, por parte da maioria dos vereadores, de um pedido de homenagem a entidades e pessoas que atuam no combate à violência contra a mulher. Apesar disso, destacou que a iniciativa foi realizada de forma independente, reunindo grande participação e fortalecendo o debate.
Por fim, foi reforçado que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser uma causa coletiva, sem viés político, envolvendo toda a sociedade.



