Na tarde desta terça-feira (31), o programa Conexão 92 recebeu como convidados Carol Maçaneiro e Nelson Gabriel de Oliveira Nunes, que falaram sobre o avanço da dengue e as medidas adotadas no município.
Durante a entrevista, Carol destacou que já foi realizado bloqueio de transmissão no bairro Guarani após a confirmação de caso positivo, com aplicação de inseticida para evitar novos contágios.
“Quando a gente confirma um caso, imediatamente é feito o bloqueio naquela região. A equipe vai até o local, faz a pulverização e trabalha para impedir que o mosquito transmita a doença para outras pessoas”, explicou.
Nelson Gabriel de Oliveira Nunes alertou que a situação já é generalizada na cidade e exige atenção da população.
“A cidade inteira hoje está infestada. Não é mais um bairro ou outro. A dengue já está espalhada e todo mundo precisa fazer a sua parte, porque o problema não está só na casa do vizinho”, afirmou.
Atualmente, o município registra 11 casos confirmados e 24 em investigação, com maior incidência nos bairros Dom Joaquim e Azambuja.
Outro ponto de preocupação são obras e locais com água parada, que têm se tornado criadouros do mosquito.
“A gente encontra muita larva em obra. Às vezes é um detalhe, um balde, uma valeta, e aquilo já é suficiente. O mosquito hoje não precisa mais de água limpa, qualquer água parada serve”, destacou.
Os profissionais também reforçaram a importância da colaboração dos moradores no combate à doença.
“O agente chega preparado, com olhar técnico. Muitas vezes o morador não percebe o foco, mas ele está ali. Se cada um cuidar do seu espaço, a gente consegue reduzir muito os casos”, completou Nelson.
A orientação é que, ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo e dor atrás dos olhos, a pessoa procure atendimento médico e mantenha hidratação.
Para reforçar a conscientização, a Vigilância em Saúde informou que novos alertas vão ser enviados para os celulares da população, principalmente em regiões com maior número de casos.
“Esses avisos são para chamar a atenção das pessoas. Quem receber precisa redobrar os cuidados, eliminar água parada e usar repelente, porque está em uma área de risco”, finalizou Carol.



