A mobilização dos servidores públicos municipais de Brusque ganhou força nesta semana após a categoria considerar insuficiente a proposta apresentada pela Prefeitura durante as negociações salariais. Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, 1º de abril, os trabalhadores decidiram que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (SINSEB) deve retornar à mesa de negociação em busca de melhores condições para toda a categoria.
A reunião contou com a participação de mais de 250 servidores e aconteceu no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, no Centro de Brusque.
Antes da assembleia, a presidente do SINSEB, Tânia Mara Vieira Pompermayer, já havia classificado a proposta apresentada pela administração municipal como “preocupante”. Segundo o sindicato, após mais uma rodada de negociação realizada na terça-feira, 31 de março, não houve avanços significativos para os servidores.
A proposta inicial da Prefeitura previa apenas a reposição da inflação, com reajuste de 3,36% para todos os servidores, além de 10% de aumento no auxílio-alimentação, o que representa um acréscimo de R$ 75 no benefício.
No entanto, pouco antes da assembleia, a administração municipal apresentou uma nova proposta voltada exclusivamente aos professores, elevando o reajuste da categoria de 3,36% para 5,4%, índice correspondente ao Piso Nacional do Magistério.
Para os servidores presentes, a medida foi interpretada como uma tentativa de dividir a categoria. O entendimento da assembleia foi de que a proposta cria tratamento desigual entre os servidores municipais, enfraquecendo a mobilização conjunta por melhores condições salariais.
Diante disso, os participantes decidiram, de forma majoritária, que o sindicato deve retomar as negociações com a Prefeitura para reivindicar que o índice de 5,4% seja estendido a todos os servidores públicos municipais, e não apenas aos profissionais da Educação.
Outro ponto debatido durante a assembleia foi o valor do auxílio-alimentação. A categoria também defendeu que o benefício tenha um reajuste mais expressivo. Conforme deliberado pelos servidores, o valor considerado ideal é de R$ 1 mil.
A presidente do SINSEB destacou a importância da participação dos trabalhadores na assembleia e reforçou o papel da união entre os diferentes setores do funcionalismo público municipal.
“A Educação, apesar de ter uma proposta melhor, manteve-se unida em busca de um reajuste para todos os setores”, afirmou Tânia Mara Vieira Pompermayer.
A próxima reunião entre o sindicato, a comissão de negociação e a administração municipal está prevista para acontecer na terça-feira, 7 de abril.



