Um laboratório clandestino de processamento de cocaína foi descoberto dentro de uma mansão de alto padrão durante a “Operação Moscou”, realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina entre a tarde de quinta-feira e a noite desta sexta-feira.
A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), resultou na prisão de um homem de origem russa, apontado como líder de um grupo criminoso voltado ao tráfico internacional de drogas. O imóvel funcionava como fachada para as atividades ilegais.
No local, os policiais encontraram uma estrutura completa de laboratório, com produtos químicos controlados, como ácidos sulfúrico e clorídrico, além de equipamentos como centrífuga, provetas e béqueres. Também foram apreendidas folhas de coca, grande quantidade de cocaína já processada e dinheiro em espécie, em diferentes moedas, totalizando cerca de R$ 200 mil.
A investigação teve início após denúncia anônima. Ainda na quinta-feira, um homem foi preso no Aeroporto Internacional Hercílio Luz ao tentar embarcar com drogas escondidas no corpo. A suspeita é de que o destino final da droga seria o Moscou, na Rússia.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções que incluía produção, transporte e distribuição internacional dos entorpecentes.
A operação contou com apoio de unidades especializadas, como a Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), o Núcleo de Inteligência (NINT) e o Núcleo de Operações com Cães (NOC).
Além dos entorpecentes e do dinheiro, um veículo avaliado em aproximadamente R$ 150 mil também foi apreendido.
O homem preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. Já o suspeito detido na mansão foi encaminhado à sede da DEIC, onde foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça.



