A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), prendeu no fim de semana um grupo criminoso envolvido no tráfico internacional de drogas. A ação, batizada de “Operação Moscou”, resultou na prisão do líder da organização, um homem de origem russa.
O suspeito mantinha um laboratório clandestino em uma mansão de alto padrão no bairro Jurerê Internacional, utilizada como fachada para as atividades ilegais. A escolha do local estratégico, com grande circulação de pessoas e veículos, ajudava o grupo a agir sem levantar suspeitas.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram um laboratório completo para o processamento e refinamento de cocaína. No local, foram apreendidos produtos químicos controlados, como ácidos sulfúrico e clorídrico, além de equipamentos laboratoriais sofisticados, matéria-prima e quantidades significativas da droga já pronta para distribuição. Também foram localizados valores em espécie, em diferentes moedas, que somam cerca de R$ 200 mil.
A investigação começou após denúncia anônima que levou à prisão de uma “mula humana”, na quinta-feira (9), no Aeroporto Internacional Hercílio Luz. O homem foi flagrado tentando embarcar com drogas escondidas no corpo, possivelmente com destino final à Rússia.
Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso era bem estruturado, com divisão clara de funções, envolvendo a produção da droga, recrutamento de transportadores e envio ao exterior.
A operação contou com a participação de diversas unidades especializadas, incluindo a Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), o Núcleo de Inteligência (NINT) e o Núcleo de Operações com Cães (NOC), cujo trabalho foi fundamental para a localização dos entorpecentes.
Além das drogas, também foi apreendido um veículo avaliado em cerca de R$ 150 mil.
O suspeito preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. Já o homem de origem russa foi autuado em flagrante e encaminhado à sede da DEIC, onde permanece à disposição da Justiça.



