Comerciantes instalados nas proximidades do acesso à Rua Gustavo Halfpap têm enfrentado dificuldades devido à poeira constante provocada por obras em andamento na via. A situação tem gerado transtornos diários, afetando tanto a rotina dos moradores quanto o movimento dos estabelecimentos comerciais da região.
A equipe de reportagem da Cidade FM, conversou com a empresária Charlene Tomeu, proprietária de uma loja de móveis localizada às margens da via. Segundo ela, a poeira é um problema frequente e exige limpeza constante ao longo do dia.
“É muita poeira, constante. A gente limpa duas, três vezes por dia e mesmo assim está sempre sujo. Às vezes precisamos molhar a frente com mangueira por conta própria, porque o caminhão demora para passar”, relatou.
De acordo com a comerciante, a situação se agrava nos finais de semana, quando não há controle da poeira por parte das equipes responsáveis pela obra. “Sábado e domingo é pior ainda, porque não passa caminhão. Aí acumula tudo, fica casa, loja, tudo muito sujo”, afirmou.
O impacto também é sentido no faturamento. Charlene afirma que houve uma queda significativa nas vendas nos últimos meses. “Em janeiro tivemos uma queda de 88% em comparação com o ano passado. Em fevereiro e março também caiu bastante. O cliente não vem, e quando vem, reclama da poeira, da lama e do trânsito”, destacou.
A empresária informou ainda que já buscou apoio junto a representantes públicos e responsáveis pela obra, mas sem retorno efetivo até o momento. Segundo ela, a principal reivindicação é simples: aumentar a frequência de ações para conter a poeira. “Se molhar mais vezes durante o dia já ajuda bastante. É o mínimo que poderia ser feito”, disse.
Além da poeira, moradores também relatam problemas com alagamentos em dias de chuva, o que aumenta ainda mais a preocupação com a demora na conclusão das obras, prevista para os próximos meses.
Enquanto isso, comerciantes seguem tentando lidar com os prejuízos e aguardam soluções que possam amenizar os impactos no dia a dia.



