O projeto de lei que institui o Prêmio de Valorização da Educação segue repercutindo entre os servidores públicos. Na manhã desta segunda-feira (20), a coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (SINSEB), Tânia Mara Vieira Pompermayer, comentou o tema durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Cidade FM, apresentando o posicionamento da entidade.
Durante a entrevista, Tânia afirmou que o sindicato não participou da construção da proposta e foi apenas comunicado após a elaboração. “O sindicato foi chamado, junto com a prefeita e secretária, para apresentação do projeto ao qual o sindicato não teve participação nenhuma.”
Segundo ela, a principal crítica está na forma de valorização adotada. A representante destacou que a entidade defende melhorias estruturais na carreira e não bonificações pontuais. “Mas o sindicato nunca defende premiação, gratificação. O sindicato sempre defende a valorização do servidor através do seu salário.”
Outro ponto levantado foi o impacto da medida sobre os demais servidores públicos. Para o sindicato, a valorização não deve se restringir apenas à educação, já que toda a estrutura municipal depende do funcionalismo. “Então, se fosse premiação, deveria ser para todos.”
A coordenadora também comentou a relação entre o prêmio e o número de atestados médicos, tema levantado pela administração. De acordo com ela, há uma percepção entre os profissionais de que a medida pode ter caráter inibidor, além de ignorar fatores como condições de trabalho e saúde mental dos servidores.
Por fim, o SINSEB reforçou que pretende continuar acompanhando o tema e buscando participação nas discussões, especialmente nas comissões que irão avaliar os profissionais ao longo do ano.



