Na tarde desta segunda-feira (4), o programa Conexão 92 recebeu o professor e treinador Anderson Silva, responsável por um dos principais projetos de handebol da cidade. Durante a entrevista, ele detalhou o crescimento da modalidade, o calendário de competições e a nova parceria firmada com Itajaí para fortalecer as equipes em nível estadual e nacional.
Anderson destacou a importância da parceria com a equipe de Itajaí, que passou a integrar forças com o projeto local para disputar competições maiores.
“A gente uniu forças com Itajaí, que tem uma estrutura muito forte e uma tradição de mais de 40 anos no handebol. Eles são referência no estado em títulos e organização. Como aqui a gente forma muitos atletas de base, essa parceria permite que a gente junte o que temos de melhor e monte equipes mais competitivas para disputar campeonatos brasileiros e estaduais nas categorias maiores”, explicou.
Segundo o treinador, a união entre cidades é uma estratégia importante para equilibrar a disputa com grandes centros do país.
“Quando a gente fala de competir com equipes de São Paulo, por exemplo, estamos falando de uma realidade completamente diferente, com milhões de habitantes e uma base muito maior de atletas. Aqui, nossas cidades são menores, então essa união é fundamental pra gente conseguir competir em igualdade e buscar resultados a nível nacional”, destacou.
O crescimento do projeto também se reflete nas convocações para a seleção catarinense. Neste ano, sete atletas da categoria sub-14 foram chamados para período de treinamentos, além de outros dois do sub-16.
“Isso mostra que o trabalho está no caminho certo. A gente tem muitos meninos que começam lá com 5, 6 anos e seguem treinando juntos. Quando chegam nas categorias maiores, já têm uma bagagem muito grande, tanto técnica quanto de entrosamento, e isso faz toda a diferença dentro de quadra”, pontuou.
Anderson também ressaltou o papel fundamental das escolas no desenvolvimento do handebol, destacando que os treinos acontecem em diversos polos, com grande participação de crianças e adolescentes.
“As escolas são grandes parceiras nossas. Hoje a gente tem polos com dezenas de alunos, chegando a mais de 90 crianças em alguns locais. Esse apoio é essencial, porque permite que a gente mantenha os treinamentos e amplie o acesso ao esporte”, disse.
Apesar do crescimento, o treinador apontou que o principal desafio ainda é manter a continuidade dos atletas no projeto.
“A gente tem bastante procura, mas o diferencial está no compromisso. Os atletas que se destacam são aqueles que treinam todos os dias, que têm o apoio da família e que realmente querem seguir no esporte. Não adianta ir um dia e faltar no outro. O desenvolvimento vem com disciplina e constância”, ressaltou.
Outro ponto importante é o incentivo financeiro, principalmente para que os atletas consigam continuar no esporte a partir da adolescência.
“Muitos acabam entrando no mercado de trabalho cedo e deixam o esporte de lado. O Bolsa Atleta ajuda muito nisso, porque dá um suporte para que eles continuem treinando e representando a cidade nas competições”, explicou.
O projeto já tem desafios importantes pela frente. No próximo dia 11, a equipe sub-12 embarca para a fase final do Campeonato Brasileiro, sendo a única representante catarinense na disputa. Já o sub-16 participa da Copa Sul-Brasileira, em busca de classificação para o nacional.
“É um momento muito importante pra gente. Estar entre as melhores equipes do Brasil já é uma grande conquista, mas sabemos do nosso potencial e vamos em busca de bons resultados”, afirmou.
Por fim, Anderson reforçou que o projeto está aberto para novos atletas e também para apoiadores.
“Qualquer criança pode começar, mesmo sem experiência. A gente ensina desde o básico. E quem quiser apoiar também pode entrar em contato, porque todo apoio faz diferença para manter o projeto funcionando e levando oportunidades para esses jovens”, concluiu.



