O Rádio Revista desta terça-feira (5) recebeu o capoeirista Jean Pierre Vinotti, acompanhado do pai, Fabiano Vinotti, e do pequeno Pedro Cordeiro, para um bate-papo marcado por música, história e relatos de transformação por meio da capoeira.
À frente de um trabalho desenvolvido há cerca de 10 anos, Jean Pierre atua principalmente em escolas, levando a capoeira como ferramenta de inclusão, disciplina e aprendizado. Professor de Educação Física, ele iniciou o projeto ainda durante a faculdade e, com o tempo, expandiu a iniciativa para diferentes instituições de ensino.
Segundo Jean, a ideia surgiu da vontade de oferecer algo diferente aos alunos. “Todo mundo fazia futebol e vôlei. Quis trazer algo novo. A capoeira ensina respeito, cultura e história”, destacou. O projeto ganhou força ao longo dos anos, especialmente após apresentações que chamaram a atenção de diretores e coordenadores escolares.
O trabalho já impactou centenas de crianças. Somente em uma das escolas, são cerca de 50 alunos atendidos atualmente. Além das aulas práticas, os participantes aprendem a tocar instrumentos e conhecem a história da capoeira, fortalecendo o vínculo com a cultura brasileira.
Fabiano Vinotti, conhecido na capoeira como “Sombra”, tem mais de três décadas de experiência e é responsável pela parte musical e histórica do projeto. Mesmo após um acidente que o afastou da prática, ele segue ativo, ensinando e incentivando os alunos. “A capoeira não é só luta, é música, é história, é cultura. Ver uma criança aprendendo e sorrindo não tem preço”, afirmou.
Durante o programa, pai e filho também destacaram o caráter social da iniciativa. As apresentações em escolas são realizadas de forma voluntária, sem cobrança. “Projeto em escola é para ser doado. Muitas crianças precisam de oportunidade”, ressaltou Jean.
Um dos momentos que mais emocionou foi o relato sobre a inclusão de um aluno com deficiência, que teve adaptações feitas para conseguir tocar berimbau e participar das atividades. A experiência reforça o objetivo do projeto: acolher e dar oportunidades a todos.
O pequeno Pedro, aluno do projeto há cerca de três anos, também participou da entrevista e mostrou, ao lado dos professores, um pouco da musicalidade da capoeira, com apresentações de berimbau e canto ao vivo.
Além de formar alunos, o grupo também valoriza a união entre capoeiristas e incentiva a procura por outros projetos espalhados pela cidade. “A ideia é somar, não dividir. A capoeira é para todos”, completou Jean.
O trabalho segue crescendo e conquistando novos espaços, levando cultura, disciplina e inclusão para crianças e jovens por meio da capoeira.




