A criação de uma segunda equipe de conselheiros tutelares em Brusque voltou ao debate na Câmara de Vereadores. Durante a sessão desta terça-feira, os parlamentares aprovaram um requerimento solicitando que a Prefeitura realize um estudo técnico para avaliar a implantação de um novo núcleo de atendimento no município.
A proposta foi apresentada pelo vereador Antônio Roberto (PRD), que justificou o pedido com base no crescimento populacional da cidade e nas diretrizes previstas pela legislação nacional.
“Hoje, Brusque já ultrapassa os critérios estabelecidos pelo Conanda para a implantação de um segundo núcleo de conselheiros tutelares. Nós temos mais de 40 mil crianças e adolescentes no município e a demanda é muito grande”, afirmou o parlamentar.
Segundo ele, a atual estrutura, formada por cinco conselheiros, não consegue mais atender sozinha todas as ocorrências e situações envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
“O Conselho Tutelar faz um trabalho excepcional, mas a cidade cresceu muito. Conversando com a população e também com os próprios conselheiros, percebemos a necessidade de ampliar esse atendimento”, declarou.
O vereador também destacou o aumento do fluxo migratório para Brusque como um dos fatores que elevam a demanda pelos serviços de proteção à infância e adolescência.
“Muitas famílias chegam de outros estados e até de outros países. Em vários casos existem crianças vivendo em situação de risco e vulnerabilidade, o que aumenta ainda mais a necessidade de suporte e acompanhamento por parte do Conselho Tutelar”, disse.
Apesar de o requerimento ter sido aprovado apenas nesta terça-feira, 19, Antônio Roberto revelou que já houve uma conversa prévia com o governo municipal sobre o assunto.
“Já conversamos com o prefeito André Vechi. Ele se mostrou aberto à realização desse estudo técnico para avaliar a possibilidade de criação do segundo núcleo”, afirmou.
O parlamentar acredita que a medida pode sair do papel nos próximos meses.
“Brusque precisa reforçar a proteção das nossas crianças e adolescentes. É uma demanda antiga e necessária para o município”, concluiu.




