Grupo de estudos Abelhas UNIFEBE apresenta trabalho no 25º Conbrapi

Materiais inclusivos, voltados à educação ambiental e valorização das abelhas-sem-ferrão, produzidos pelo Grupo de Estudos Abelhas UNIFEBE, foram apresentados no 25.° Congresso Brasileiro de Apicultura e 11.° Congresso Brasileiro de Meliponicultura (Conbrapi). A proposta exibida na programação do evento envolveu quatro materiais didáticos sensoriais pensados para o público escolar do Ensino Fundamental I. 

Para a participação no Congresso, foram apresentados trabalhos desenvolvidos pelas egressas Camila Vitória Stofella, Isadora Lofhagen e Julia Meus Vicentini, que integravam o 3.º ano do Ensino Médio do Colégio UNIFEBE durante o desenvolvimento dos projetos, em 2025. 

Entre os materiais apresentados, estavam um vídeo-book com audiodescrição e legendas, focadas no público infantil. O grupo também desenvolveu uma caixa sensorial com recursos táteis, visuais e olfativos, um painel interativo que simula a polinização e uma réplica de uma colônia de abelhas. A estrutura foi equipada com estímulos sonoros e visuais.

“É muito gratificante poder ver um projeto sonhado e idealizado por diversas pessoas alcançar tamanha proporção, ver a disseminação do conhecimento sobre as abelhas e sua importância e ver nossos materiais sendo apresentados por uma doutora como a Márcia. Isso nos enche de orgulho, não por fazê-lo, mas porque a ciência está nos detalhes, na persistência e no esforço diário”, descreve Camila.

A presidente da Fundação Educacional de Brusque (FEBE) e reitora da UNIFEBE, professora Rosemari Glatz, destaca que a participação no Conbrapi reforça o compromisso da instituição com a pesquisa, a preservação das abelhas e a troca de conhecimentos. “Ao aproximar o projeto desenvolvido pelos estudantes do Colégio UNIFEBE da comunidade científica dedicada em um tema essencial para o meio ambiente e futuro do ecossistema, oportunizamos uma percepção mais atenta ao tema. Com as propostas desenvolvidas pelos nossos estudantes, o conhecimento se torna acessível para um público ainda maior e, com isso, gera a oportunidade de um olhar mais cuidadoso com a sobrevivência desses importantes animais”, salienta. 

Para o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, a participação no Conbrapi demonstra a qualidade de trabalhos produzidos na instituição. Isso se exemplifica com o fato de diferentes iniciativas serem submetidas, aceitas e apresentadas, não só em programações de iniciação científica, como em congresso. 

“Isso então reforça a qualidade dos trabalhos realizados pelos estudantes, em parceria com seus professores orientadores e mentores. O trabalho realizado pelo grupo de estudantes bolsistas que participa do Projeto Abelhas desde seu início, com a criação do Meliponário UNIFEBE e das caixas automatizadas tem proporcionado novas pesquisas, que também contribuem para a produção e a divulgação do conhecimento sobre a criação das abelhas”, avalia. 

Educação ambiental
Como ressaltado por Camila, durante o Conbrapi, as apresentações das propostas desenvolvidas pelos estudantes foram conduzidas pela pesquisadora Márcia Regina Faita, durante o Conbrapi. Ela atuou como consultora para a implantação do Meliponário UNIFEBE antes da participação e classifica a presença como um marco nas atividades do grupo de estudos. 

“Esta é a primeira vez que um trabalho da instituição é compartilhado entre os participantes deste evento, que reuniu mais de 250 trabalhos científicos de participantes da América Latina, incluindo pesquisadores, estudantes e criadores de abelhas. Percebeu-se que existem muitas pesquisas sobre educação ambiental e abelhas. Porém, o diferencial do trabalho dos estudantes da UNIFEBE foi a proposta de pensar o ensino inclusivo, evidenciando a preocupação social de que todas as crianças tenham acesso à informação, com materiais que estimulam sentidos como tato, olfato e audição”, afirma.

A contribuição também é reconhecida pela atual coordenadora do projeto Abelhas, professora Tatiana Damasco. De acordo com ela, a participação no Congresso contribui para a maior visibilidade das ações desenvolvidas. Ela ainda destaca os efeitos internos das ações, que integram ensino, pesquisa e extensão. 

“Além de fortalecer a formação acadêmica e científica dos estudantes envolvidos, a participação em eventos como esse contribui para divulgar o impacto socioambiental e educativo do projeto, valorizando institucionalmente as atividades realizadas e ampliando o alcance das discussões relacionadas à educação ambiental, sustentabilidade e à conservação das abelhas”, descreve.

A coordenadora de Projetos do Ensino Médio do Colégio UNIFEBE, professora Simone Sobiecziak, afirma que o desenvolvimento de atividades inclusivas voltadas aos cuidados e à conscientização acerca da importância das abelhas é uma ferramenta importante para ampliar a disponibilidade de materiais sobre o tema. Na avaliação da professora, há uma carência de materiais didáticos focados nas abelhas-sem-ferrão. 

“Diante dos riscos que essas espécies enfrentam, a educação ambiental é uma ferramenta essencial para promover, desde cedo, a valorização, o respeito e o cuidado com esses seres vivos. No entanto, para que essa mensagem seja efetivamente compreendida por todas as crianças, é necessário que a abordagem ocorra de forma acessível e inclusiva, respeitando as diferentes formas de aprendizagem. ”

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