A trajetória de um dos personagens mais emblemáticos da história de Brusque será apresentada ao público nesta quarta-feira, (3), com a estreia do documentário “João Bugre”. A exibição acontece às 19h10, no Colégio Ivo Silveira, com entrada gratuita e aberta à comunidade.
Produzido pela Deucher Filmes, o documentário tem roteiro e direção geral do historiador Celso Deucher e retrata a vida de João Indayá Schaeffer, conhecido como João Bugre, personagem que marcou a memória social e indígena da região.
A obra apresenta um panorama da presença dos povos indígenas no Vale do Itajaí-Mirim antes da colonização europeia, com destaque para o povo Xokleng (Laklãnõ). O filme também aborda os conflitos gerados pela ocupação do território, a atuação dos chamados bugreiros e o massacre ocorrido em fevereiro de 1905, no Ribeirão do Ouro, episódio do qual João Bugre foi o único sobrevivente.
Por meio de entrevistas, documentos históricos e imagens de época, o documentário acompanha diferentes fases da vida de João, desde a infância até sua integração à sociedade brusquense, passando pela trajetória esportiva, profissional e familiar.
Além de resgatar a história de um cidadão que se tornou símbolo da cidade, a produção busca promover reflexões sobre a formação histórica da região, a relação entre colonizadores, governos e povos originários, e a importância da preservação da memória indígena.
O projeto cultural foi viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Governo Federal, operacionalizados pela Fundação Cultural de Brusque.
A direção de produção é de Eliana da Silveira Leão dos Santos. A pesquisa histórica ficou a cargo de Julie Francine Ricardo, enquanto a edição e montagem foram realizadas por Sérgio Deucher e Carlota Camargo de Souza. A trilha sonora é assinada por Emerson Roberto e a locução por Francisco Carlos.
O documentário conta ainda com participações especiais dos pesquisadores e escritores Saulo Adami, Pedro Paulo Mafra e Vilmar Walendowsky.
A expectativa é de que a produção contribua para ampliar o conhecimento sobre um importante capítulo da história regional, valorizando a memória dos povos originários e de personagens que ajudaram a construir a identidade de Brusque.




