Um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de mais de R$ 8 milhões de uma empresa voltou a ser alvo da Polícia Civil de Santa Catarina. Nesta terça-feira (2), a Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC) deflagrou a segunda fase da Operação Supply Chain, após novas provas apontarem que os investigados continuaram movimentando recursos ilícitos mesmo após a primeira etapa da investigação.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito apura o desvio de R$ 8.090.788,91 de uma empresa. O esquema teria sido comandado por um ex-comprador da corporação, que utilizava notas fiscais falsas emitidas por empresas cooptadas para enganar o setor financeiro e desviar os valores.
Durante a análise do material apreendido na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, os investigadores identificaram que o principal suspeito teria continuado praticando atos de lavagem de capitais. Conforme a polícia, ele passou a utilizar contas bancárias de terceiros, incluindo da própria esposa, plataformas de apostas esportivas e negociações envolvendo imóveis de alto padrão no litoral catarinense para ocultar a origem do dinheiro.
As investigações apontam ainda que imóveis localizados em Itapema, Porto Belo, Balneário Piçarras e Tijucas teriam sido utilizados para integrar os recursos desviados ao sistema financeiro formal.
Outro ponto identificado pela investigação é que cerca de R$ 6 milhões do valor total desviado teriam sido direcionados a um casal residente em Joinville. De acordo com a Polícia Civil, eles utilizavam empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para esconder os verdadeiros beneficiários dos recursos.
A Operação Supply Chain segue em andamento e novas diligências devem ser realizadas para aprofundar a investigação e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.




