Atividade baseada no conto “A Confissão de Leontina” uniu literatura, direito penal e direitos humanos em experiência prática para estudantes
A Escola Augusta Dutra de Sousa, no bairro Limeira Baixa, foi palco de mais uma edição do Tribunal do Júri Simulado, projeto desenvolvido em parceria com o curso de Direito da UNIFEBE. A atividade, realizada na semana passada, teve como base o conto “A Confissão de Leontina” e envolveu alunos, professores, acadêmicos e colaboradores da unidade escolar.
O tema foi destaque do programa Conexão 92 desta terça-feira (2), que recebeu o diretor da escola, Jânio Johansson, o professor Alcino Muller e a monitora escolar e atriz da encenação, Luana Rossi.
Segundo Jânio, esta foi a segunda edição do projeto na escola e a participação dos estudantes superou as expectativas.
“Os alunos gostaram muito. Foi uma experiência diferente, que envolveu todos. A turma de Direito da UNIFEBE leva a atividade muito a sério e isso faz com que os estudantes se envolvam ainda mais”, destacou.
Durante o júri, os participantes analisaram a história de Leontina, personagem que confessa ter matado um homem após uma suposta tentativa de abuso. A proposta era discutir se o ato configurava legítima defesa ou homicídio.
O professor Alcino Muller explicou que o Tribunal do Júri já faz parte das ações de extensão do curso de Direito da UNIFEBE e busca aproximar os estudantes de temas ligados à literatura, cidadania e justiça.
“Não é apenas uma atividade teatral. É uma oportunidade para refletir sobre direitos humanos, julgamentos, consequências das escolhas e interpretação de textos. Os alunos participam ativamente e desenvolvem senso crítico”, afirmou.
A personagem principal foi interpretada por Luana Rossi, que participou pela primeira vez de uma encenação desse porte. Ela contou que inicialmente ficou receosa, mas acabou se envolvendo com a proposta.
“Fiquei nervosa no começo, mas foi uma experiência muito legal. Eles me caracterizaram completamente para viver a personagem e isso ajudou muito na construção do papel”, relatou.
Além da discussão jurídica, o projeto também abordou temas sociais presentes na obra, como pobreza, vulnerabilidade, violência, abandono e as consequências das decisões tomadas ao longo da vida.
Para o diretor Jânio Johansson, a atividade vai além do aprendizado teórico.
“É um trabalho que faz os alunos refletirem sobre as escolhas, as amizades, as oportunidades e os caminhos que seguem na vida. São discussões importantes para a formação deles”, ressaltou.
A expectativa é de que uma nova edição do Tribunal do Júri Simulado seja realizada na escola em 2027, dando continuidade à parceria entre a instituição de ensino e a UNIFEBE.




