No Rádio Revista Cidade desta quarta-feira (17), o delegado regional da Polícia Civil de Brusque, Fernando de Fáveri, abordou temas relacionados à segurança pública, combate ao tráfico de drogas, atuação das facções criminosas e os desafios do crescimento urbano no município.
Durante a entrevista, o delegado explicou que os índices que colocam Brusque entre as cidades mais seguras de Santa Catarina são baseados principalmente nos números de mortes violentas, especialmente homicídios, considerados os dados mais confiáveis para análise da segurança pública.
Segundo Fáveri, é importante diferenciar os indicadores de criminalidade da chamada sensação de insegurança. Ele destacou que, apesar dos baixos índices de homicídios e roubos registrados na cidade, fatores como golpes virtuais, informações compartilhadas nas redes sociais e o crescimento urbano contribuem para que muitas pessoas se sintam inseguras.
Ao comentar sobre o tráfico de drogas e a presença de facções criminosas, o delegado afirmou que o tema exige atenção permanente. Ele classificou as organizações criminosas como o principal desafio da segurança pública brasileira na atualidade e defendeu uma atuação mais integrada entre estados e governo federal para enfrentar o problema.
“Brusque não está livre desse problema. Temos organizações criminosas atuando na região e precisamos tratar isso com muita seriedade”, afirmou.
Fáveri destacou ainda que a Polícia Civil tem intensificado as investigações relacionadas ao tráfico de drogas, especialmente por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC), e reforçou a importância das denúncias anônimas feitas pela população através do telefone 181 ou diretamente às unidades policiais.
Outro assunto debatido durante a entrevista foi a situação da Rua Azambuja, apontada como uma das regiões que mais concentram ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas em Brusque.
O delegado reconheceu a preocupação com o crescimento desordenado da área, a transformação de imóveis comerciais em moradias precárias e os problemas de vulnerabilidade social registrados no local. Segundo ele, além da atuação policial, a situação exige participação da prefeitura, proprietários de imóveis e demais órgãos responsáveis pelo planejamento urbano.
“É uma questão que envolve segurança pública, ordenamento urbano e responsabilidade social. A atenção precisa ser redobrada”, ressaltou.
Durante a entrevista, o delegado também respondeu dúvidas dos ouvintes e reforçou que informações repassadas pela população são essenciais para o combate ao tráfico e outros crimes.
Ele explicou que denúncias com mais detalhes, como endereço, características dos suspeitos e placas de veículos, aumentam as chances de sucesso das investigações.
Ao final da conversa, Fernando de Fáveri voltou a defender uma maior integração entre os sistemas de segurança dos estados e da União, especialmente para combater organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país.
Segundo ele, o enfrentamento às facções exige ações coordenadas em nível nacional, com compartilhamento de informações e estratégias conjuntas entre as forças de segurança.




