O atendimento oncológico do Hospital Azambuja foi tema do Rádio Revista Cidade, desta quinta-feira (18). Durante a entrevista, representantes da instituição destacaram que o serviço ainda possui capacidade disponível para ampliar o número de pacientes atendidos, mas depende dos encaminhamentos realizados pela Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde.
Participaram da entrevista a gerente administrativa, Leila Cordeiro, e a gerente assistencial, Geisiane Souza Braga.
Segundo as representantes, atualmente o hospital atende entre 20 e 30 pacientes por dia, embora tenha estrutura para receber entre 60 e 70 pacientes diariamente.
As gestoras explicaram que a maior demanda é composta por adultos e idosos e que muitos pacientes seguem realizando tratamento em outros municípios porque já possuem acompanhamento iniciado em outras unidades de referência.
De acordo com Geisiane, o objetivo da habilitação do serviço de oncologia foi justamente atender a chamada demanda reprimida, formada por pacientes que aguardavam o início do tratamento.
Outro ponto destacado é que o Hospital Azambuja não pode receber pacientes por livre demanda. Todo o encaminhamento depende da regulação estadual e das secretarias municipais de saúde.
Durante a entrevista, as representantes também revelaram que o hospital já está recebendo pacientes de outras regiões do estado. Um dos exemplos citados é a área de hematologia, atendendo pacientes encaminhados pelo Hospital Marieta, em Itajaí, devido à alta demanda enfrentada pelo CEPON, em Florianópolis.
As gestoras ressaltaram ainda que a estrutura do setor foi planejada para oferecer um atendimento humanizado, contando com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos e demais profissionais de apoio.
Atualmente, cerca de 70 a 80 profissionais atuam diretamente na área oncológica do Hospital Azambuja.
As representantes também enfatizaram que o cuidado não se limita ao paciente, mas se estende aos familiares e cuidadores, considerados fundamentais para o sucesso do tratamento.
Durante a entrevista, foi reforçado que o diagnóstico inicial continua sendo realizado na rede básica de saúde. Após a identificação de casos suspeitos, os pacientes são encaminhados para investigação e acompanhamento especializado no Hospital Azambuja.
Segundo a instituição, a expectativa é ampliar gradativamente o número de atendimentos à medida que novos pacientes forem encaminhados pela regulação estadual.




