A proprietária do imóvel alvo de uma força-tarefa realizada pela Prefeitura de Brusque, após decisão judicial, falou pela primeira vez sobre a situação enfrentada pela família e detalhou como funcionava a atividade de reciclagem desenvolvida no local.
A reportagem da Cidade FM esteve na residência que apresentava condições insalubres, com acúmulo de materiais recicláveis, grande quantidade de resíduos e esgoto a céu aberto, inclusive sob a estrutura da casa.
A moradora, Raquel dos Santos, que reside no imóvel há oito anos, autorizou a divulgação de seu relato, mas pediu para não ter a imagem exibida.
Segundo ela, a atividade de reciclagem começou após a mudança da família para o local e chegou a operar de forma regularizada. No entanto, com o passar do tempo, o alvará venceu e a situação deixou de ser regularizada.
Raquel afirmou que o marido já estava reduzindo as atividades e realizando a retirada gradual dos materiais acumulados, já que, segundo ela, seria impossível fazer todo o descarte de uma só vez.
"A gente pagava a taxa de lixo e ainda contratava pessoas para levar os resíduos maiores. Estávamos tirando as coisas aos poucos", relatou.
A moradora também comentou sobre a grande mobilização durante a operação, que contou com a presença de equipes da Prefeitura, agentes da GTB e policiais militares.
Além disso, ela disse que um dos equipamentos utilizados na atividade, uma prensa avaliada em aproximadamente R$ 5 mil, permaneceu no local e que recebeu a orientação de retornar posteriormente para fazer a retirada do equipamento.
A ação foi realizada após decisão judicial e teve como principal objetivo eliminar os riscos à saúde pública provocados pelo acúmulo de resíduos e pelas condições insalubres encontradas no imóvel.




