Uma operação conjunta entre o Conselho Tutelar e a Polícia Militar de Santa Catarina resultou no resgate de sete crianças, sendo cinco meninos e duas meninas com idades entre 3 e 14 anos, na manhã desta segunda-feira (22). O grupo foi localizado em situação de total abandono dentro de uma residência no bairro São Francisco, em Criciúma.
No momento da abordagem, não havia nenhum adulto responsável no local. A ação foi desencadeada após o Conselho Tutelar receber denúncias anônimas de que os menores eram frequentemente deixados sozinhos no imóvel. Diante do risco iminente, o órgão solicitou o apoio da Polícia Militar para averiguar o endereço.
Ao entrarem na residência, as autoridades se depararam com um cenário de completo descuido e degradação. A casa apresentava condições precárias de higiene, com desorganização generalizada e lixo espalhado por todos os cômodos.
O quadro mais crítico foi identificado no banheiro da propriedade, que estava completamente inoperante. Sem acesso às instalações sanitárias básicas, as crianças eram obrigadas a utilizar um balde para realizar suas necessidades fisiológicas dentro de casa.
Além do ambiente insalubre, os conselheiros constataram que os menores vestiam roupas inadequadas para as condições climáticas do dia e alguns deles já manifestavam sintomas gripais visíveis. Para agravar a situação, não havia nenhum tipo de alimento disponível na residência, o que significa que as crianças estavam completamente desamparadas, com fome e sem cuidados básicos de higiene.
Diante da gravidade dos fatos e da ausência de uma rede de apoio familiar imediata, o Conselho Tutelar registrou um Boletim de Ocorrência por abandono de incapaz e negligência. Como medida de proteção, as sete crianças foram retiradas do imóvel e encaminhadas de forma emergencial para instituições de acolhimento da região, onde receberão os devidos cuidados médicos, alimentares e psicológicos.
A ocorrência já foi oficialmente comunicada à Vara da Infância e da Juventude de Criciúma, que ficará responsável por definir o futuro da guarda e as medidas de proteção definitivas para os menores. Segundo informações da Polícia Militar, ninguém havia sido preso até o momento. O caso segue sob investigação e acompanhamento rigoroso dos órgãos de proteção à infância do município.




