O secretário de Infraestrutura Estratégica de Brusque, João Venzon, concedeu entrevista ao Rádio Revista Cidade, nesta quinta-feira (02), para explicar as causas do alagamento registrado na quarta-feira (1º) na Avenida Primeiro de Maio, próximo à região do Beneficente, nas imediações da Curva do Wanka.
Segundo o secretário, ao contrário do que muitos moradores imaginavam, o problema não está exatamente na Curva do Wanka, pelo contrário, o trecho seria parte da solução. De acordo com Venzon, a água que desce do Poço Fundo se divide em dois caminhos: parte segue para o Parque das Esculturas e outra parte escoa por uma vala que passa em frente a empresas da região, entre elas a antiga sede da Renaux, e segue por baixo de residências até a Curva do Wanka.
O secretário explicou que, ao entrar sob as casas, a vala sofre um estrangulamento natural, o que faz a água represar e buscar caminhos alternativos, no caso, subir para o asfalto da Avenida Primeiro de Maio. Foi esse transbordamento pontual, num trecho de aproximadamente 180 a 200 metros próximo ao Beneficente, que provocou o alagamento.
Venzon destacou que a obra de macrodrenagem recém-concluída da Curva do Wanka para baixo funcionou como esperado durante o temporal. Segundo ele, a galeria e a vala operaram de forma conjunta, evitando que a água avançasse sobre estabelecimentos comerciais e residências da região, como o Senai e comércios locais. O secretário afirmou que o trânsito na avenida foi normalizado em cerca de 40 minutos após o fim da chuva, o que, para ele, é a prova de que o sistema está funcionando corretamente.
O engenheiro também comparou o resultado ao de uma obra anterior de macrodrenagem realizada no bairro Nova Brasília, próximo ao Mont Serrat, que não teria apresentado o mesmo desempenho em ocasiões de chuva forte.
Questionado sobre medidas imediatas, Venzon anunciou que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Obras, vai realizar a limpeza emergencial da vala que passa pela região afetada, retirando galhos, sedimentos e resíduos que se acumulam no local. Ele confirmou ainda que já foi determinado o alargamento e aprofundamento do trecho, após o próprio prefeito ter identificado, em vistoria realizada na quarta-feira, que o leito da vala estaria cerca de 50 centímetros mais alto do que deveria.
Como solução definitiva, o secretário informou que está em estudo a construção de uma nova galeria paralela à vala existente, na altura da ciclofaixa da avenida, sem previsão de interdição do trânsito para a obra. A expectativa da Secretaria de Infraestrutura é concluir essa etapa ainda em 2026.
Venzon também comentou, de forma preliminar, a possibilidade de futuramente cobrir a vala para criar uma via de rolamento ou espaço de circulação de pedestres e ciclistas, mas ponderou que a medida exigiria estudos aprofundados, já que fechar completamente o canal poderia comprometer o escoamento da água em eventos de chuva mais intensos.



