Enquanto trabalhavam no local onde Roberto Radzikowski Júnior foi executado com mais de 20 tiros, policiais militares fizeram uma descoberta que abriu uma nova frente na investigação: dentro da própria casa da vítima, no bairro Alto São Bento, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, a guarnição encontrou duas armas de fogo escondidas, além de munições.
Foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma pistola, juntamente com a munição localizada perto do armamento. Todo o material foi entregue à Polícia Civil, que agora investiga a origem das armas e sua possível relação com o histórico criminal do morador, morto na manhã deste domingo, 5 de julho.
A ocorrência começou como um chamado de homicídio. Ao chegar ao Alto São Bento, a Polícia Militar encontrou um homem já sem sinais vitais; a equipe do SAMU confirmou o óbito no local. A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica, responsáveis pela perícia e pela investigação.
Segundo relato de uma testemunha, a vítima retornava de um imóvel vizinho quando foi abordada por ocupantes de um veículo vermelho. Em seguida, ouviram-se diversos disparos de arma de fogo. A ação durou poucos segundos e causou pânico entre os moradores da região.
Imagens de câmeras de monitoramento permitiram identificar a participação de três suspeitos, que utilizavam um Ford Ka com registro de roubo e placa adulterada. O carro foi abandonado nas proximidades do crime e recolhido para perícia.
Com apoio da Agência de Inteligência, a PMSC identificou que os suspeitos usaram um segundo veículo, um Ford Fiesta, para fugir. Buscas foram realizadas na região com apoio da Guarda Municipal, mas os envolvidos não foram localizados. As informações levantadas até o momento indicam que o veículo seguiu em direção à Grande Florianópolis.
A vítima, de 38 anos, natural de Balneário Camboriú e conhecida no meio criminal pelo apelido de "Maninho", tinha extensa ficha criminal, com passagens e investigações por tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo, desacato, resistência e homicídio. O episódio mais grave o ligava à morte de um homem em Balneário Camboriú, em novembro de 2014, quando foi indiciado por participação em um homicídio: a vítima daquele caso foi atingida por nove disparos em frente a um bar na Terceira Avenida.




