Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os cinco irmãos foram acolhidos em 2025 após denúncias anônimas de possíveis maus-tratos.
Durante o período, equipes técnicas realizaram avaliações psicológicas, sociais e periciais, mas não encontraram elementos suficientes para comprovar as agressões. Com isso, a Justiça autorizou o retorno das crianças aos pais em junho daquele ano.
Poucos meses depois, a família deixou Santa Catarina e se mudou para Viamão, no Rio Grande do Sul. Antes da mudança, o MPSC encaminhou o procedimento à Justiça gaúcha para dar continuidade ao acompanhamento.
No último dia 5 de julho, Oliver morreu após ser agredido pelo pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, que confessou o crime à Polícia Civil. Segundo o depoimento, ele espancou o filho porque a criança não teria lhe dado “bom dia” da forma esperada.
A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, de 29 anos, foi presa preventivamente e é investigada por suspeita de omissão e conivência. A defesa afirma que ela também seria vítima de violência e controle exercidos pelo marido.
A Prefeitura de Viamão informou que a família já era acompanhada pela rede de proteção desde novembro de 2025, após profissionais de saúde identificarem hematomas no corpo da criança.
Os outros quatro filhos do casal permanecem em acolhimento institucional, enquanto a Polícia Civil investiga se também foram vítimas de agressões. Além disso, a Interpol foi acionada para verificar se o pai possui antecedentes por crimes contra crianças nos Estados Unidos.


