Fernando Diduch, de 43 anos, guarda-vidas que atuava em Bombinhas, morreu na madrugada deste domingo (12), após um acidente de moto na Avenida Governador Celso Ramos, no bairro Enseada Encantada, em Porto Belo. A movimentação no local antes da chegada dos bombeiros foi registrada por uma câmera de segurança.
De acordo com o horário registrado, o acidente ocorreu às 04h04, quando Fernando, que conduzia uma Honda Bros azul, subiu na calçada e colidiu com um poste. A moto tombou e o motociclista ficou caído entre a calçada e o asfalto.
Um minuto depois, às 04h05, dois veículos passaram pelo local, um caminhão baú e, na sequência, uma camionete. Ambos os condutores reduziram a velocidade ao avistar a moto caída e o homem no chão, mas seguiram viagem sem parar.
A situação só mudou às 04h09, cerca de cinco minutos após o acidente, quando um ciclista passou pelo trecho e percebeu o homem caído. Ele parou, se aproximou da vítima e, sem saber exatamente como agir, buscou ajuda com o celular na mão, abordando um motociclista que passava pelo local. Juntos, os dois se mobilizaram para acionar socorro.
O episódio expõe uma questão que ultrapassa o próprio acidente: mesmo quem parou para ajudar não sabia como proceder diante de uma vítima ferida. O caso reacende o debate sobre o preparo da população para prestar socorro em situações de emergência.
Os bombeiros chegaram ao local às 04h29, 25 minutos após a queda. Apesar do atendimento das equipes, Fernando não resistiu e morreu no local.
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para apurar as circunstâncias do acidente. A legislação brasileira prevê a omissão de socorro como crime no Código Penal. Não é possível afirmar o que teria mudado caso alguém tivesse parado nos primeiros instantes após a queda, mas o questionamento permanece. O caso segue sob investigação.




