Brusque celebra neste domingo, 6 de setembro, os 80 anos da história do rádio no município. A trajetória começou em 1946, com a fundação da Rádio Araguaia, primeira emissora da cidade, e atravessou diferentes gerações, tecnologias e formas de comunicação.
A primeira transmissão pública ocorreu em 7 de setembro de 1946, com a cobertura ao vivo do desfile do Dia da Pátria, realizado na Avenida Cônsul Carlos Renaux. Durante décadas, a Rádio Araguaia foi a única emissora de Brusque, tornando-se parte da rotina da comunidade e atuando não apenas com música e entretenimento, mas também com informação, esporte, cultura, religião e prestação de serviço.
Rádio Cidade marcou uma nova fase
Depois de 36 anos de predominância da Rádio Araguaia, Brusque ganhou uma segunda emissora. Em 2 de novembro de 1982, entrou no ar a Rádio Cidade, inicialmente na frequência AM 850 kHz.
A chegada da emissora representou uma mudança importante no cenário da comunicação local. Com uma programação inicialmente voltada à música e ao entretenimento, a Rádio Cidade passou, ao longo dos anos, por diferentes fases e fortaleceu sua atuação no jornalismo e na prestação de serviços.
Em 2022, a emissora concluiu a migração do AM para o FM 92,3, acompanhando a transformação tecnológica do rádio brasileiro e chegando à atual Rádio Cidade FM.
O rádio brusquense ganhou novas emissoras
A evolução do rádio brusquense continuou com a chegada da Rádio Araguaia FM, que começou a operar em 1988. Posteriormente, a emissora passou por mudanças e chegou às marcas Guararema FM e Massa FM, atualmente operando em 107,7 FM.
Em 1990, surgiu a Rádio Diplomata FM, ampliando o cenário da radiodifusão local. A emissora construiu uma identidade ligada à música, informação e entretenimento e também acompanhou a transição do rádio analógico para o ambiente digital, internet e redes sociais.
Rádio acompanhou as transformações de Brusque
Ao longo de oito décadas, o rádio deixou de ser apenas um aparelho presente nas casas e passou a ocupar diferentes plataformas. Discos, fitas e equipamentos analógicos deram lugar aos computadores, à internet, aos aplicativos, às redes sociais e às transmissões em vídeo.
Apesar das mudanças tecnológicas, uma característica permaneceu: a proximidade com o ouvinte. O rádio continua sendo uma ferramenta de informação, entretenimento e prestação de serviço, além de registrar acontecimentos importantes da comunidade.
Em momentos como enchentes, acontecimentos esportivos, eventos comunitários e situações de emergência, as emissoras tiveram papel fundamental na comunicação entre moradores. Antes da chegada das plataformas digitais, o rádio funcionava como uma grande rede de informação e relacionamento da cidade.
O jornalismo também ocupa um espaço central nessa trajetória. As rádios brusquenses acompanharam acontecimentos políticos e administrativos, ocorrências policiais, eventos culturais, questões econômicas, esporte e outros assuntos de interesse da população.
O rádio continua no ar
A história dos 80 anos mostra que o rádio não desapareceu diante da chegada da televisão, da internet ou das redes sociais. Ao contrário, adaptou-se às novas tecnologias e passou a estar presente simultaneamente no rádio tradicional e nas plataformas digitais.
Hoje, as emissoras podem transmitir sua programação pelo FM, internet, aplicativos, redes sociais e vídeo, ampliando o alcance para além do aparelho de rádio.
Mais do que uma história de emissoras, a trajetória da radiodifusão em Brusque é também uma história da própria comunidade. Notícias, partidas de futebol, acontecimentos locais, momentos de emergência e histórias do cotidiano ficaram registrados pelas ondas do rádio.
O rádio completa 80 anos em Brusque, mas continua fazendo história e, principalmente, continua no ar.




