Vídeo: De a ex-atleta a treinador do Brusque FC. Conheça um pouco do Jerson Testoni

O técnico Jerson Testoni, o Jersinho, nascido em 18 de junho de 1980, natural de Gaspar, vai para a sua segunda final no comando do Brusque FC neste sábado (18) contra o a Avaí, na Ressacada, em Florianópolis a partir das 20h30. A decisão vale título da Recopa Catarinense. A Rádio Cidade conversou com Jersinho para saber como tem sido a experiência no comando do Bruscão. Confira a entrevista:
RC – Como tem sido essa experiência à frente do Brusque FC?
Jersinho – “Primeiramente eu me sinto muito preparado, tenho muita convicção do meu trabalho também, muita confiança. Busco trabalhar dia a dia, jogo a jogo, procuro passar para os jogadores que todos os jogos são os das nossas vidas, o próximo é o de hoje à noite contra o Avaí e assim vai conforme o calendário. Eu tenho muita certeza do que eu quero da minha equipe, da organização e espero que os atletas possam executar em campo na hora do jogo”.
RC – Como iniciou a profissão de técnico?
Jersinho: “Iniciei como atleta, tive uma história no futebol, tive que interromper com 30 anos de idade devido a uma lesão. Em 2012 fui convidado para trabalhar em escolinha, depois nas categorias de base. Em 2014 já fiz as duas funções, treinador da base e auxiliar no profissional, em 2017 eu tive uma oportunidade de assumir o principal após a saída do Pingo, e agora em 2019 de novo, após a saída do Evandro. Procuro estudar bastante, sou bacharel em Educação Física, estou me organizando para fazer os cursos da CBF também sempre na busca da evolução diária. Procuro ter uma forma de trabalhar transparente, olhando no fundo do olho do atleta para passar o que eu penso, e acho que tem dado certo, estamos tendo resultados positivos com o trabalho”.
RC – As incertezas da carreira?
Jersinho: “Sabemos que o treinador vive de resultados, por isso o trabalho tem que ser por etapas, a cada jogo, a cada treino, buscando o melhor, com muita seriedade e confiança no trabalho, com o pensamento que as coisas vão dar certo”.
RC – A constante evolução da profissão?
Jersinho: “O treinador não é somente entregar os coletes. O segredo está no planejamento. Se o que está sendo passado vai ser útil no dia do jogo e de que forma. É bem complexo, acredito que quem atua precisa de uma boa preparação, sempre tendo um direcionamento, uma sequência”.
RC – Alguma inspiração na profissão?
Jersinho: “Tem vários treinadores que eu poderia citar, mas também a gente não acompanha o dia a dia. Mas posso falar, no Tite da seleção, o Guardiola, Jürgen Klopp, mas eu acho que o treinador tem que achar a forma particular dele trabalhar, então eu sou diferente do Luxemburgo, do Fabinho do Joinville, do Moisés do Marcilio Dias. Cada um tem a sua característica e sua forma de trabalhar. Eu busco fazer o que eu acho que vai dar certo, sem copiar ninguém”.
RC- Como equilibrar o repasse de conhecimento e a liderança em campo?
Jersinho: Tudo isso é gestão. Não adiante ser um excelente treinador no campo, na aplicação do treinamento, mas não ter um bom vestiário, um bom comando, e não podemos confundir comando com autoritarismo, penso que comandar seja troca de ideias, conversas, ter empatia, perceber o que o atleta pensa, procuro evoluir nesse sentido também para dar sequência no meu trabalho”.
RC – Participação da torcida?
O nosso torcedor é importantíssimo. Contra o Avaí esperamos toda a vibração positiva, posso dizer que estamos preparados, vamos dar o nosso máximo. Em 2020 eles podem ter certeza que teremos um grande ano, vamos buscar a cada jogo, o tempo todo a vitória, com dedicação total”.
Confira a entrevista:



