Na noite desta quinta-feira (30), o programa Batendo Papo, Batendo Bola recebeu o presidente do Carlos Renaux, Altair Rech, o Taico, que falou sobre o planejamento do clube para a disputa da Série A do Campeonato Catarinense de 2026.
O dirigente abriu o jogo sobre as dificuldades financeiras para montar o elenco e garantiu que o clube não fará loucuras.
“O desafio é recurso. Sem recurso não se faz futebol. Estamos batendo de porta em porta, visitando mais de 90 empresas em busca de apoio. Ninguém vai fazer loucura, estamos trabalhando com responsabilidade. Primeiro precisamos saber o que temos de receita pra depois montar o time que queremos”, afirmou Taico.
Segundo o presidente, o clube já conta com o apoio de 17 patrocinadores, entre eles R7 Engenharia, Cervejaria Barracuda, Big Pizza, Fit Academia, Loja Simão, Like Soccer, Unifebe e Prefeitura de Brusque, além de novas parcerias que ainda estão sendo confirmadas.
“Tivemos uma surpresa positiva com o retorno dos empresários, mas ainda falta. Em 2025, conquistamos o título e o acesso com uma folha de R$ 96 mil, mas pra manter um time competitivo na Série A, precisamos de no mínimo R$ 300 mil, somando elenco e logística”, explicou.
Taico confirmou que o tecnico Diego está em São Paulo tratando de possíveis contratações, mas reforçou que o foco é manter a base campeã e valorizar os atletas formados no clube.
“A gente já tem contrato com cerca de doze a quatorze jogadores. Nomes como Cássio, Lucas Rocha, Eliton Rocha, Cauã, Barcelos, Juninho e Mago seguem conosco. A base deu certo e vamos continuar acreditando nos nossos guris”, destacou.
O presidente também fez questão de agradecer a comissão técnica e o elenco pelo desempenho em 2025, lembrando o título da Série B e o acesso histórico à elite.
“Com a folha que tínhamos, foi surreal o que esses meninos fizeram. O acesso foi o principal, o título foi a cereja do bolo. Foi um trabalho de muita dedicação e parceria.”
Durante a conversa, Taico não poupou críticas à Federação Catarinense de Futebol, especialmente pela decisão de rebaixar três clubes na Série A de 2026.
“Eu não entendi até hoje qual a lógica de cair três. Não é questão de calendário. Pra mim, foi uma decisão sem sentido. E o pior é ver clubes grandes, como o Brusque e o Santa Catarina, votando a favor. O Criciúma foi o único que se posicionou contra”, criticou.
O presidente ainda comentou sobre o confronto entre Brusque e Carlos Renaux, que promete ser um dos grandes atrativos do Campeonato Catarinense.
“A gente vai dividir o estádio, claro. O Renaux é dono do patrimônio, não tem como ser visitante na própria casa. Mas queremos que seja uma festa pro futebol brusquense”, afirmou.



