Na noite desta quinta-feira (30), o Batendo Papo, Batendo Bola recebeu o presidente do Carlos Renaux, Altair Rech (Taíco), para tratar do tema que tira o sono do torcedor: o gramado do Estádio Augusto Bauer para a temporada de 2026. O dirigente foi direto ao ponto: não é problema técnico nem de prazo, é financeiro e de negociação.
“As empresas pedem 45 dias para a troca do tapete. Tempo tem. O que pega é recurso e acordo. Nosso desejo é simples: Renaux e Brusque jogando em Brusque em 2026”, afirmou.
Propostas, valores e certificação
Taíco relatou ter dois novos orçamentos (de empresas com base em Itajaí e em São Paulo) para substituir o atual gramado sintético por um tapete certificado, com laudos:
* R$ 1,3 milhão, sem shock pad (compensado por fibra mais alta e mais enchimento);
* R$ 2,7 milhões, com shock pad.
“Shock pad não é obrigatório para a certificação. Ele dá conforto ao atleta. Uma trabalha com altura de 6 mm sem shock pad; a outra, 4,5 mm + 1,5 mm de shock pad, fechando 6 mm”, explicou.
Segundo o presidente, estoque de material não é entrave e a homologação pode ser encaminhada pelas próprias empresas. “Tempo não é o impasse; dinheiro e acordo, sim.”
Conta a dividir e cobrança por diálogo
Taíco disse ter reiterado contato com representantes da SAF do Brusque nesta quinta, mas classificou como “indecentes” as duas propostas recebidas até aqui.
“O Carlos Renaux está aberto a um meio a meio. Cumpram-se as responsabilidades contratuais e se encontre a solução. Se preciso, o Renaux faz esforço para colocar sua parte, até vendendo camarotes. É um bem comum: dois clubes da cidade, mesma casa.”
Ele também reclamou da dificuldade de falar com a cúpula da SAF:
“É telefone sem fio. Eu, presidente do clube, não consigo falar com quem decide. Esse problema é grande e urgente.”
Prazo de decisão
Para que a bola role no dia 7 (início do Catarinense), a decisão precisa sair em 2 a 3 semanas.
“Deixar para depois aperta demais. No verão chove, a obra para, precisa secar. Semana que vem já deveria ter sinal verde.”
Sobre jogar fora de Brusque*, Taíco foi claro:
“De maneira alguma trabalhamos com esse cenário. Se tiver que jogar fora, faremos o quê? Mas lutei muito para chegar à Série A para não jogar em casa? Não faz sentido.”
Ele comentou que voltar ao gramado natural até apareceu em conversas, por custo e prazo, mas não está nos planos porque desfaria o projeto do estádio.




