A derrota por 1 a 0 para o Concórdia, na noite de quinta-feira (8), na Arena Simon (Estádio Augusto Bauer), pela estreia do Campeonato Catarinense da Série A, teve forte repercussão após o apito final. Em entrevista coletiva, o técnico do Carlos Renaux, Diego Corrêa, fez uma análise contundente da atuação da equipe e não escondeu a frustração com o desempenho apresentado.
Segundo o treinador, o resultado negativo esteve diretamente ligado à postura do time em campo, especialmente nos minutos iniciais da partida. Diego afirmou que o Carlos Renaux não conseguiu executar o que havia sido treinado ao longo da semana e apontou falta de concentração e intensidade como os principais problemas.
“Entramos menosprezando o adversário. Nos primeiros 10 ou 15 minutos ficou clara a displicência, jogadores desligados e fora do que foi trabalhado”, afirmou o técnico.
Diego Corrêa destacou que o elenco foi montado de forma criteriosa, mas que a equipe deixou de respeitar o esquema tático proposto. Ele também lamentou o fato de jogadas ensaiadas e a pressão ofensiva não terem funcionado, atribuindo isso à falta de atenção coletiva.
Mesmo com uma postura mais agressiva no segundo tempo, o treinador avaliou que a reação foi tardia. Para ele, a retranca do Concórdia dificultou as ações ofensivas, mas não pode ser usada como justificativa para o rendimento abaixo do esperado.
“O que faltou foi acreditar mais, ter vontade, movimentação para abrir espaços. A intensidade foi muito baixa. Quando entendemos o jogo, já era tarde”, avaliou.
O comandante tricolor também comentou as mudanças feitas ainda no intervalo, com três substituições, mas afirmou que, apesar de alguma melhora, o time não conseguiu demonstrar o potencial visto nos treinos e nos amistosos de preparação.
Outro ponto abordado na coletiva foi a ausência de jogadores que vinham sendo titulares, impedidos de atuar por questões burocráticas. Ainda assim, Diego evitou individualizar responsabilidades e reforçou que a derrota não pode ser atribuída a nomes específicos.
“Não dá para culpar uma peça só. Foram vários atletas abaixo do esperado. Quando perde, perde todo mundo”, disse.
Com o resultado, a pressão se volta agora para o clássico contra o Brusque, fora de casa, que o treinador classificou como decisivo para os objetivos do clube na competição. Diego Corrêa foi enfático ao tratar o próximo compromisso como um divisor de águas.
“É o jogo da vida. Nosso objetivo é permanecer na Série A, e para isso precisamos mudar a postura. O clássico não se joga, se ganha”, declarou.
Apesar do tom crítico, o treinador afirmou confiar na qualidade do elenco e garantiu que a derrota já precisa ser deixada para trás. Para ele, o momento é de correção de erros e foco total no próximo desafio.
“Hoje foi um dia para esquecer. O que nos trouxe até aqui foi entrega, vontade e determinação. Isso precisa voltar a aparecer”, concluiu.
O Carlos Renaux volta a campo no clássico contra o Brusque, às 19h30, na Arena Simon. Pela segunda rodada do Campeonato Catarinense, o Tricolor atua como visitante no dérbi brusquense.



