Em coletiva pré-jogo feita neste sábado (10), com o técnico do Clube Atlético Carlos Renaux, Diego Corrêa, o tom foi de autocrítica, responsabilidade e confiança em uma resposta imediata da equipe no clássico deste domingo (11), diante do Brusque FC.
O treinador reconheceu que a última partida ficou abaixo do esperado e revelou que o elenco passou por conversas francas logo após o jogo. “Foi um jogo para a gente esquecer. Não foi o que trabalhamos e nem o que esse grupo tem capacidade de entregar. A pior coisa para um atleta, comissão e diretoria é saber que dava mais. A conversa foi clara, o grupo entendeu e hoje está totalmente focado”, afirmou.
Diego Corrêa destacou que o futebol permite rápida recuperação e que o clássico surge como a oportunidade ideal para dar a volta por cima. “Virou a chave. O que passou ficou para trás. Agora é respeitar o Brusque, entregar aquilo que não entregamos e buscar o nosso objetivo dentro de casa. Todo jogo é uma final”, reforçou.
Pressão alta e postura ofensiva
Durante a coletiva, o técnico também falou sobre o aspecto tático e garantiu que o Renaux manterá sua identidade em campo. “A pressão na linha alta faz parte do nosso trabalho. Contra o Concórdia isso não aconteceu e não vamos repetir. Se tiver que ficar no mano a mano, vamos ficar. Quem começa precisa entregar tudo, porque o banco está preparado para entrar e mudar o jogo”, explicou.
Ele confirmou ainda que o elenco está praticamente completo e com atletas aptos para atuar. “Estamos com todos prontos, alguns até para estrear. Podemos ter alterações para deixar a equipe mais ofensiva”, disse.
Clássico histórico e foco emocional
Após mais de 20 anos sem o confronto, o clássico ganha um peso especial. Para Diego Corrêa, o lado emocional está sendo trabalhado como fator positivo. “Jogador tem que gostar de coisa boa: clássico, estádio cheio, pressão. Isso é privilégio. Esse jogo entra para a história e é aí que começa a nossa”, destacou.
Apesar da rivalidade, o treinador pregou respeito e equilíbrio fora das quatro linhas. “A provocação faz parte, é saudável, mas precisa ser sadia. São dois clubes da cidade. Nosso papel é fazer um espetáculo dentro de campo, sem incentivar violência”, pontuou.
Expectativa de grande público
Diego Corrêa encerrou fazendo um convite à torcida. “Que o torcedor venha, traga a família, os amigos. Se a capacidade é de sete mil, que a gente tenha sete mil pessoas. Ganhar ou perder faz parte, mas que seja um grande espetáculo para a cidade”, concluiu.
O clássico entre Clube Atlético Carlos Renaux e Brusque promete emoção, intensidade e um capítulo marcante na história do futebol brusquense.



