A defesa do torcedor do Brusque se manifestou publicamente após a repercussão do jogo contra a Chapecoense, realizado no sábado (14). Durante a partida, o homem foi flagrado fazendo com o braço um gesto que foi interpretado por torcedores como referência à tragédia aérea sofrida pelo clube do Oeste catarinense em 2016.
Em nota divulgada pelo escritório Porto Abreu Advogados, responsável pela defesa, os representantes afirmam que o gesto realizado pelo cliente não teve qualquer relação com o acidente ocorrido há dez anos, nem a intenção de desrespeitar vítimas, familiares ou amigos.
Sobre a frase que circula nas redes sociais, “sujou, vai descer”, e que teria sido dita pelo torcedor, o escritório sustenta que se trata de uma expressão comum no contexto esportivo, sem ligação com o episódio trágico envolvendo a equipe catarinense. Leia a nota a seguir:
“Em atenção às imagens recentemente divulgadas envolvendo nosso cliente, nas quais supostamente haveria menção à tragédia da Associação Chapecoense de Futebol, cumpre esclarecer, de forma objetiva e inequívoca, os fatos.
Inicialmente, é imprescindível registrar que o torcedor não fez qualquer referência à tragédia aérea ocorrida em 2016, tampouco manifestou comentário que pudesse ser interpretado como desrespeitoso às vítimas, familiares ou à instituição. Qualquer alegação nesse sentido não corresponde à realidade dos fatos.
O vídeo divulgado pelo Jornal Razão demonstra de forma clara e audível em que ele afirma: “sujou, vai descer”, expressão utilizada em contexto estritamente esportivo, referindo-se exclusivamente à possibilidade de rebaixamento da equipe para a Série B do Campeonato Brasileiro, situação inerente à dinâmica competitiva do futebol nacional. Em nenhum momento houve menção à tragédia.
Ademais, cumpre informar que vêm sendo divulgados por outras páginas e perfis em redes sociais vídeos manipulados com o uso de inteligência artificial, contendo falas que não foram proferidas por tal. Tais conteúdos são inverídicos, descontextualizados e configuram evidente distorção dos fatos, podendo, inclusive, ensejar a adoção das medidas legais cabíveis para apuração de responsabilidades nas esferas cível e criminal.
Reitera-se que nosso cliente respeita profundamente a história da Chapecoense e a memória das pessoas envolvidas na tragédia, não compactuando com qualquer forma de desrespeito.
Por fim, lamentamos profundamente a tragédia da Chapecoense, bem como a disseminação de informações inverídicas e distorcidas que geram injustiça e atingem indevidamente a honra e a imagem de terceiros.”



