A derrota por 1 a 0 para o Criciúma, na noite de sábado (28), na Arena Simon, encerrou a participação do Brusque na Taça ACESC 70 anos e adiou o sonho da vaga na Copa do Brasil. Após a partida, o técnico Higo Magalhães fez uma análise detalhada do confronto, reconhecendo a qualidade do adversário, mas também apontando falhas pontuais que, segundo ele, foram determinantes para o resultado.
Logo na avaliação inicial, o treinador ressaltou o grau de dificuldade do duelo. “Hoje a gente sabia que seria um jogo muito duro”, afirmou. Para Higo, o Brusque competiu, mas acabou penalizado em um momento específico. “Nós tomamos um gol de lateral”, destacou, referindo-se à jogada que originou o único gol da partida. Na visão do comandante, faltou maturidade para lidar com a situação e impedir a conclusão adversária.
Ao analisar o comportamento tático, Higo explicou que a estratégia previa neutralizar as principais armas do Criciúma, especialmente as jogadas pelos lados e o jogo aéreo. “Acredito que nós sofremos muito na questão desses confrontos físicos”, avaliou. Ele também reconheceu que a equipe conseguiu ajustar alguns pontos no segundo tempo, mas esbarrou na eficiência do rival: “É uma ação dessa, com qualidade do adversário, para que ele conseguisse finalizar bem, e finalizou”.
As substituições também entraram na pauta. O treinador lembrou que duas mudanças foram forçadas por indisponibilidades, enquanto outras buscaram dar mais energia ao time. Segundo ele, a intensidade cobrada dos jogadores de velocidade acaba impactando no desgaste ao longo dos 90 minutos. “É natural essa troca de atacantes, principalmente com essas características de velocidade”, explicou, reforçando que o elenco jovem ainda está em processo de amadurecimento físico e emocional.
Além da análise do jogo em si, Higo falou sobre o planejamento para a sequência da temporada e a necessidade de reforços mais experientes para equilibrar o grupo. Ele reforçou que o projeto da SAF segue uma linha de responsabilidade financeira, mas admitiu a importância de agregar vivência ao elenco. “Agora é a hora de ter a cabeça fria e analisar, trazer as peças fundamentais para que a gente consiga fazer uma Série C sólida”, pontuou.
Mesmo com a frustração pela eliminação, o treinador fez questão de valorizar a campanha estadual e o trabalho desenvolvido até aqui, destacando o respeito conquistado diante de adversários mais estruturados. Para ele, o momento é de aprendizado e ajuste fino para que os erros não se repitam em competições de maior regularidade.
Agora, o Brusque volta o foco para a estreia no Campeonato Brasileiro da Série C. A equipe entra em campo no dia 4 de abril, pela primeira rodada da competição, contra o Caxias, iniciando um novo capítulo na temporada com a missão de transformar as lições recentes em desempenho consistente ao longo do torneio nacional.



