Na noite desta terça-feira (17), o programa Batendo Papo, Batendo Bola recebeu o técnico do Brusque, Higo Magalhães, para uma entrevista em tom de conversa sobre o momento da equipe na intertemporada, a avaliação do Campeonato Catarinense e a preparação para a Série C do Campeonato Brasileiro.
O treinador falou sobre a campanha no estadual, analisou o elenco atual, comentou carências do grupo e projetou a estreia do Quadricolor na competição nacional, prevista para o fim de semana de Páscoa, diante do Caxias, no estádio Augusto Bauer.
Avaliação do Catarinense
Higo classificou como positiva a campanha do Brusque no Campeonato Catarinense, embora tenha admitido o sentimento de que o time poderia ter ido além. Para ele, a equipe fez uma boa primeira fase e mostrou competitividade diante de adversários fortes.
“Acredito que sim. Lógico que fica a sensação de que poderia ter alcançado um pouquinho mais adiante. Nós fizemos uma boa primeira fase, uma primeira fase que nos deu condição de sonhar em final de competição”, afirmou.
Sobre a eliminação para a Chapecoense, o treinador destacou que o confronto mudou de rumo a partir da expulsão de um jogador no jogo de ida e, depois, com os gols sofridos em momentos decisivos na partida de volta. Mesmo assim, avaliou que o Brusque terminou a competição “de forma decente”.
Elenco, reforços e necessidades
Durante a entrevista, Higo reconheceu que o Brusque ainda busca ajustes no elenco para a Série C. Segundo ele, a prioridade é fortalecer alguns setores com jogadores que elevem o nível de competitividade da equipe.
“Hoje nós ainda estamos ajustando algumas coisas. Precisamos talvez nos fortalecer com um lateral esquerdo, trouxemos um zagueiro para aumentar mais o nível de competitividade e estamos esperançosos para conseguir encontrar esse médio para 10”, disse.
O treinador também falou sobre a necessidade de mais um atacante de velocidade, principalmente porque o elenco hoje conta com poucas opções dessa característica. Ele confirmou ainda que o atacante Clinton, que vinha sendo peça importante, passou por um procedimento cirúrgico e pode não estar disponível na primeira rodada.
Sobre os reforços, Higo destacou a chegada do zagueiro Cipriano, do defensor Luca e do atacante Heber, além de ressaltar que o Brusque tem buscado atletas com qualidade dentro da realidade financeira do clube.
“Nós não vamos trazer muita quantidade. Vamos trazer jogadores com qualidade, que entendam muito bem o que o Brusque pensa para o Brasileiro”, afirmou.
Série C e a meta inicial
Higo deixou claro que o primeiro objetivo do Brusque na Série C é terminar a primeira fase entre os oito melhores colocados. Só depois disso, segundo ele, o foco passa a ser o acesso.
“A primeira meta é classificar. Não tem como você falar em acesso sem conquistar a primeira meta. Depois disso começa uma competição em que todo jogo é uma final”, explicou.
O treinador vê o Brusque brigando na parte de cima da tabela, mas reconhece a força de clubes tradicionais e de equipes que chegam mais estruturadas para a competição. Ainda assim, reforçou que o clube precisa usar o fator casa e o apoio da torcida como armas.
“O apoio do nosso torcedor vai ser fundamental. Nós vamos continuar trabalhando com os pés no chão, mas o Brusque hoje oportuniza oportunidade e é respeitado no cenário nacional”, destacou.
Augusto Bauer e o gramado sintético
Outro tema abordado foi o gramado sintético do Augusto Bauer, recentemente certificado pela FIFA. Higo reconheceu que o campo pode se tornar um diferencial para o Brusque, mas observou que ainda há impacto no desempenho da equipe por conta da falta de treinos constantes no piso.
“Há uma diferença muito grande quando você joga no nosso campo aqui. O jogo é diferente, é mais rápido. Hoje o campo oferece qualidade de jogo, mas ainda assim tem esse elemento de adaptação”, analisou.
Segundo ele, o sintético pode favorecer o estilo de jogo do Brusque, especialmente pela juventude do elenco e pela intensidade que a comissão técnica pretende imprimir nas partidas em casa.
Ajustes na intertemporada
Por fim, Higo afirmou que o período sem jogos oficiais tem sido importante para recuperar atletas, dar minutos de treinamento e preparar melhor a equipe para o início da Série C. O clube ainda tenta confirmar dois jogos-treino antes da estreia.
“O jogo por semana facilita muito a preparação. A gente ganha tempo para recuperar, ajustar e evoluir aquilo que precisa”, concluiu.



