Um casal foi condenado por tráfico de drogas em Itapiranga após descumprir uma autorização judicial que permitia o cultivo de Cannabis sativa apenas para fins medicinais.
De acordo com o Ministério Público, a licença estava vencida desde janeiro de 2025 e, mesmo assim, o casal manteve o cultivo em larga escala, ultrapassando os limites autorizados e passando a comercializar parte da produção.
Durante a operação policial, foram apreendidas 125 plantas de maconha cultivadas no solo e cerca de 25 quilos de material já processado, seco e fracionado, armazenado dentro da residência. Também foram encontrados indícios de comercialização, como embalagens prontas para distribuição, balanças de precisão, registros de vendas e comprovantes de pagamentos.
As investigações apontaram ainda que os produtos eram destinados não apenas ao uso terapêutico do casal e de familiares, mas também à venda para terceiros, incluindo óleos e derivados com diferentes concentrações da substância.
Laudos periciais confirmaram a presença de THC em níveis elevados, variando entre 15% e 26%, acima dos limites aceitos para uso medicinal, o que reforçou a caracterização de tráfico de drogas.
Diante das provas reunidas, a Justiça entendeu que não se tratava de produção artesanal para uso próprio, mas sim de uma estrutura voltada à comercialização ilegal, resultando na condenação do homem a mais de 12 anos de prisão em regime fechado e da mulher a quase 11 anos, além de multa.



