Uma técnica de enfermagem de 43 anos, identificada como Rosane de Oliveira, foi morta a tiros dentro da própria casa, na Rua João Luiz Filho, bairro Porto Grande, em Araquari, no Norte de Santa Catarina. A vítima trabalhava no Pronto Atendimento do município, e o principal suspeito do crime é o ex-companheiro, que segue foragido.
De acordo com relatos de familiares, o crime aconteceu na cozinha da residência, momentos antes de Rosane sair para o plantão. Os dois filhos do casal, um jovem de 26 anos e uma criança de 7, estavam em casa no momento dos disparos. Ao ouvir os tiros, o filho mais velho correu até o local e também foi alvo de um disparo, que atingiu a porta e não o rapaz.
Segundo apuração, o suspeito enviou um áudio a um familiar logo após o crime, no qual assume a autoria e alega ter agido motivado por ciúme, acusando a esposa de manter um relacionamento com o irmão dele. Na mesma mensagem, ele relata que pretendia atacar também o irmão, mas não conseguiu chegar até ele pois acabou batendo a moto durante a fuga.
Parentes da vítima afirmam que o comportamento ciumento do suspeito já vinha sendo motivo de temor havia tempos, com ameaças frequentes dentro de casa, muitas vezes na presença das crianças. Segundo os relatos, Rosane vivia sob constante tensão em razão dessa situação.
Ainda de acordo com pessoas próximas, ela planejava recomeçar a vida fora de Santa Catarina, após ser aprovada em um concurso público, com destino ao Rio de Janeiro, decisão mantida em sigilo até mesmo de parte da família. Ela também estava perto de concluir uma graduação em Farmácia, prevista para o fim deste ano.
O caso é tratado como feminicídio, e as buscas pelo suspeito continuam sob responsabilidade das Polícias Civil e Militar. Novas informações devem ser divulgadas conforme a investigação avança.



