Em entrevista ao Rádio Revista Cidade nesta segunda-feira (6), o ex-prefeito de Brusque e atual secretário executivo da Invest SC, Ari Vequi, comentou o alagamento registrado na semana passada na Rua Primeiro de Maio, na região da curva do Wanka, e detalhou o histórico do projeto de macrodrenagem executado no local.
Segundo Vequi, o projeto de drenagem da Primeiro de Maio já existia desde a gestão anterior, do PT, e previa a instalação de galerias desde a Vala da Schlosser até Curva do Wanka. Ele explicou que, ao assumir a prefeitura em 2017, sua administração retomou obras paralisadas havia anos, entre elas um trecho de galeria próximo à antiga sede da Rádio Cidade, que estava parado desde 2013 por falta de fiscalização da empresa responsável.
De acordo com o ex-prefeito, o recurso utilizado na obra era federal, vindo de um convênio a fundo perdido negociado ainda no governo Temer, o que impedia alterações no traçado original sem a aprovação da Caixa Econômica Federal. Por esse motivo, segundo ele, não seria possível estender a galeria até o Beneficente sem comprometer o financiamento.
Vequi afirmou acreditar que o problema identificado na enchente da semana passada está relacionado à falta de ligações complementares e de captação de água no trecho final da obra, próximo à Sociedade Beneficente, e não a uma falha estrutural do projeto em si. Ele avaliou que a solução seria relativamente simples, com a instalação de cerca de 100 metros de tubulação ou galeria adicional de cada lado da avenida, ou ainda a construção de uma caixa de captação, como foi feito em outras obras da cidade.
O ex-prefeito também comentou a possibilidade de um estrangulamento na vala próxima ao pontilhão da curva do Banco, ponto por onde passam redes de água, esgoto e gás, contrariando avaliação anterior do secretário municipal de obras, João Venzon, que descartou esse tipo de problema.
Durante a entrevista, Vequi chamou atenção para a necessidade de manutenção periódica das galerias e túneis construídos entre 2017 e 2020 em bairros como Nova Brasília, Azambuja e Santa Terezinha, alertando para o risco de deterioração das estruturas ao longo do tempo caso não haja vistoria regular por parte da prefeitura.
Questionado sobre sua situação eleitoral, Ari Vequi confirmou que o prazo para reverter sua inelegibilidade de oito anos se esgotou no último sábado (4), após o Supremo Tribunal Federal não analisar o recurso apresentado por sua defesa. Com isso, ele não poderá concorrer nas eleições deste ano, mas afirmou que continuará atuando como apoiador de candidaturas do PL em Brusque e no estado, com o objetivo de se preparar para participar do próximo pleito.




