(VÍDEO) Sem resposta do estado, prefeito de Botuverá cobra contrapartidas para obra da barragem

O prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky, concedeu entrevista ao Rádio Revista Cidae, nesta quinta-feira (9), e comentou o andamento das obras da barragem do município, cuja licitação já teve três empresas apresentando propostas de investimento.

Segundo o prefeito, a Planaterra ofereceu o menor valor, cerca de R$ 138 milhões, seguida pela Cava Engenharia, com R$ 140 milhões, e pela Araxá Engenharia, com proposta próxima a R$ 153 milhões, valor que era a estimativa inicial do governo do Estado para a obra.

Wietcowsky reforçou que a população de Botuverá não é contra a construção da barragem em si, mas sim contra a forma como o projeto vem sendo conduzido. Segundo ele, o impacto social de uma obra desse porte é uma das principais preocupações, já que o município tem entre 5 e 6 mil habitantes e pode receber cerca de mil trabalhadores durante a construção.

O prefeito destacou que a empresa vencedora terá seis meses para reavaliar o projeto antes do início efetivo da obra. Nesse período, a expectativa da administração municipal é obter respostas concretas do Estado sobre contrapartidas para a cidade.

De acordo com Wietcowsky, um ofício elaborado a partir de reuniões com a comunidade do Ribeirão do Ouro foi protocolado na Defesa Civil do Estado em outubro de 2025, solicitando investimentos em torno de R$ 70 milhões, quase metade do valor da obra. Entre os pedidos estão a ampliação do posto de saúde, construção de uma creche, ampliação da escola local e instalação de uma guarnição da Polícia Militar e um quartel do Corpo de Bombeiros.

O prefeito revelou, no entanto, que conversas informais com o ex-secretário da Defesa Civil indicaram que a contrapartida do Estado deve ficar entre 10% e 15% do valor da obra, o equivalente a algo entre R$ 13 milhões e R$ 19 milhões, valor bem abaixo do solicitado pelo município.

Wietcowsky também alertou para os impactos indiretos da obra sobre a infraestrutura da cidade, como o desgaste do asfalto provocado pelo tráfego intenso de caminhões e máquinas pesadas durante a construção, o que deve gerar custos adicionais para a prefeitura em manutenção viária.

Apesar das conversas já realizadas com o governador Jorginho Mello, o prefeito afirmou que, até o momento, não recebeu nenhuma resposta oficial da Defesa Civil do Estado sobre o ofício protocolado pelo município.

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