(VÍDEO) Prefeito de Botuverá diz que oposição trava projetos importantes para o município

O prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky, afirmou durante entrevista ao Rádio Revista Cidade que a atual composição da Câmara de Vereadores tem adotado uma postura mais combativa em relação à administração municipal, o que, segundo ele, tem prejudicado o andamento de projetos importantes para a cidade.

Questionado sobre a diferença entre fiscalização e obstrução, o prefeito afirmou que existe uma linha tênue entre os dois conceitos. Como exemplo, ele citou o projeto de alteração do Plano Diretor do município, que está parado na Câmara desde abril e trata da redução dos recuos obrigatórios em áreas de zona industrial, além da criação de zonas de interesse turístico e social.

Segundo o prefeito, a paralisação do projeto tem gerado prejuízos concretos, incluindo a possível desistência de uma empresa que pretendia ampliar sua estrutura no município e o atraso na construção de 12 casas populares do programa Casa Catarina, cujo terreno já foi adquirido e preparado pela prefeitura.

Victor também comentou o andamento da construção da subestação de energia da Celesc em Botuverá, projeto que se arrasta há cerca de 15 a 20 anos. Segundo ele, o terreno destinado à obra já está totalmente preparado após sucessivos trabalhos de terraplanagem, que precisaram rebaixar a área em seis metros para atender às exigências técnicas da concessionária. A conclusão da obra agora depende exclusivamente da Celesc.

De acordo com o prefeito, a nova subestação deve contar com capacidade para instalação de um gerador de 40 megawatts, o que ampliaria significativamente a capacidade energética do município, hoje limitada a 26 megawatts, patamar já considerado insuficiente diante do consumo atual, próximo de 28 megawatts. A estimativa é que a demanda energética de Botuverá chegue a 36 megawatts até 2031.

Wietcowsky afirmou ainda que a falta de capacidade energética tem afastado investimentos industriais do município, com empresas optando por se instalar em cidades vizinhas, como Brusque, devido à insegurança quanto ao fornecimento de energia.

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