Na tarde desta terça-feira (23), a coordenadora da Escola de Artes da Fundação Cultural de Brusque, Lili Melo, falou sobre a Semana de Artes e Cultura, iniciativa que busca apresentar à população os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e aproximar a comunidade das atividades oferecidas gratuitamente pela instituição.
A programação começou nesta semana e reúne apresentações, aulas abertas, ensaios e exposições em diferentes linguagens artísticas, como música, teatro, pintura, desenho realista, bordado e capoeira.
Segundo Lili, a proposta da Semana de Artes e Cultura é permitir que a população conheça de perto o trabalho realizado na Fundação Cultural antes da abertura das inscrições para o segundo ciclo de cursos deste ano.
“A Semana de Artes e Cultura é uma mostra dos nossos alunos. Na próxima semana abrem as inscrições para a Escola de Artes e não existe maneira melhor de conhecer o nosso trabalho do que vivenciando aquilo que os alunos já estão produzindo. Grande parte da programação são aulas abertas, onde o público consegue conhecer as metodologias, os arte-educadores e acompanhar a evolução dos estudantes”, explicou.
A coordenadora destacou que a iniciativa também foi pensada para oferecer segurança e confiança aos alunos, que começam a ter os primeiros contatos com o público antes das grandes apresentações de fim de ano.
“A gente trabalha muito a segurança emocional dos alunos. Por isso essa programação acontece dentro da própria Fundação e em um ambiente mais acolhedor. É uma forma deles irem perdendo o medo, ganhando confiança e se preparando para apresentações maiores, como a mostra de encerramento do ano, que acontece no Sesc”, afirmou.
Lili ressaltou ainda que a Semana de Artes e Cultura busca mostrar todo o processo de aprendizagem, e não apenas o resultado final apresentado ao público.
“Estamos acostumados a ver apenas a apresentação pronta, tudo muito bonito e organizado. Mas a ideia é justamente mostrar como esse processo acontece, desde os ensaios até a preparação dos alunos. Até os músicos profissionais precisam ensaiar toda semana, e isso é importante para as pessoas entenderem como a arte é construída”, disse.
Entre as atividades, a população pode visitar as exposições dos cursos de pintura em tela, bordado e desenho realista, além de acompanhar aulas abertas de canto, violão, piano, contrabaixo e teatro.
A coordenadora também reforçou que os cursos oferecidos pela Fundação Cultural são gratuitos.
“As inscrições, as aulas e toda a formação são gratuitas. O único investimento que o aluno precisa fazer é no material individual que será utilizado durante as atividades. O nosso objetivo é que as pessoas conheçam o ambiente, se identifiquem e percebam que aqui é um espaço seguro para aprender”, destacou.
Por fim, Lili convidou a comunidade a participar da programação e conhecer de perto o trabalho desenvolvido na Escola de Artes.
“Quando a gente vê uma pessoa aprendendo algo novo, isso inspira outras pessoas também. Queremos que a população se sinta pertencente à Fundação Cultural e perceba que qualquer pessoa pode começar, aprender e evoluir dentro da arte”, concluiu.


