Envolvimento de crianças cresce mais no Nordeste
Quarta-feira (9), em Florianópolis, foi realizado o seminário de Turismo Sustentável e Infância. O secretário de Turismo, Vilmar Walendowsky, esteve presente e apresentou os trabalhos realizados em Brusque para se evitar o turismo sexual envolvendo crianças. Vilmar disse que os palestrantes eram de localidades onde têm o maior índice de turismo sexual e que vem sendo feito um grande trabalho de combate a essa pratica.
Os palestrantes eram do Nordeste do Brasil e falaram de alguns países que têm uma imagem negativa do Brasil, pela prática do Turismo sexual. Falaram do exemplo de uma pessoa que veio para o Brasil, se casou e quando voltou ao país de origem, os familiares não queriam aceitar a esposa. Esses familiares diziam que as mulheres do Brasil seriam mulheres de vida fácil, que o Brasil é local de fazer sexo.
Para combater essa pratica, um exemplo foi citado: em 1995, um avião estava indo para o Nordeste apenas para o Turismo sexual. Com a informação, as autoridades impediram o pouso do avião e a nenhum passageiro foi permitido desembarcar no Brasil.
Outro tema foi a mídia, a exemplo das novelas, que incentivam o ato. Uma menina quando tem a idade de 12 anos, não tem dinheiro para comprar uma roupa bonita ou para compra um celular, passear em um shopping. Ela vê outras crianças passarem com esses celulares, batendo papo. Não tendo isso, ela acaba indo fazer sexo para ganhar dinheiro, se tornando um grave problema.
Um dos locais onde mais acontece isso é onde tem mais pobreza. Segundo pesquisas, essa ainda não é uma realidade em Brusque, em função da situação econômica.
No Nordeste, todos os hotéis onde são encontradas crianças praticando o Turismo sexual, os mesmos são fechados. O secretário Vilmar falou que foi debatida a existência de crianças que vão muito cedo para as ‘baladas e que esse trabalho de vigilância está sendo realizado em Brusque, através do Grupia, podendo servir de exemplo para muitos municípios. Em Santa Catarina, para combater o Turismo sexual envolvendo crianças, as cidades que tiveram casos não receberão verba do governo do Estado.



