Ainda há muito o que fazer
Em fevereiro de 2008, o site da Rádio Cidade noticiava que “Carro está soterrado desde chuvarada do dia 31 (de janeiro)”. Era o sinal de que aquele seria um ano atípico, com chuvas ocorrendo em praticamente todos os meses. O pior aconteceu em novembro. No feriado de Finados era noticiado: “Chuva reduz visitas a cemitérios”. E, no dia 21, há um ano, o site informava que “Casa ameaça desabar na rua Nova Trento”.
Era o começo de um período dramático, com diversos deslizamentos de encostas sobre casas e estradas, riachos e ribeirões transbordando, o Itajaí-mirim acima do leito normal... O drama se estendeu por várias cidades catarinenses. O horror acontecido na Serra do Baú chamou a atenção para o problema em Santa Catarina.
As muitas doações recebidas em dinheiro, além de alimentos, roupas e materiais diversos - como móveis, colchões, artigos da linha branca, brinquedos e material de construção, entre outros, lotaram galpões. Forças de segurança trabalharam incansavelmente para ajudar aos mais afetados.
Em Brusque, os danos se concentraram com mais intensidade em desbarrancamentos ocorridos em terrenos particulares. Centenas de residências foram afetadas, sendo que algumas foram interditadas e demolidas, para desespero e segurança das famílias.
Passado um ano, muito já foi feito. Porém, ainda resta outro “muito”. Famílias desalojadas vivem de aluguel pago ou com parentes/amigos. Algumas ganharam casas doadas e outras aguardam por novas moradias. Há locais onde os moradores ainda esperam por soluções para problemas ainda existentes na rede viária, no assoreamento de riachos e ribeirões, no entupimento de bocas de lobo, na recuperação de parte do patrimônio público ...



