Obra poderá ser superfaturada, alega vereador
O vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB) soltou o verbo na sessão de ontem (11) da Câmara Municipal de Brusque. O assunto tratava da pavimentação da avenida Dom Joaquim, cuja obra foi prometida por diversas ocasiões pelo governo do Estado. O peemedebista colocou que o valor que está sendo apresentado para a realização do serviço é superior em quase R$ 1,5 milhão ao que tem conhecimento.
Enquanto outros vereadores afirmavam, sem mencionar diretamente quem seriam, que forças ocultas teriam impedido a vinda de R$ 3 milhões que foram solicitados pelo prefeito Paulo Eccel (PT) ao próprio governador Luis Henrique da Silveira (PMDB) para que a prefeitura executasse a obra, Ademir não teve papas na língua ao se referir ao assunto e, de certa forma, afirmar quem seriam os responsáveis por isso.
“Eu sei, à boca pequena, corre na cidade, que esta obra poderia ser feita por R$ 3 milhões. Mas, que os representantes da nossa cidade (Dagomar Carneiro e Serafim Venzon) não querem que faça (a obra) porque não querem que seja feita em parceria com a prefeitura. Está todo mundo querendo falar e ninguém fala. (...) Um ou dois deputados, pelo menos um, disse: não, porque ai o prefeito vai levar os louros e quem tem que levar somos nós”, disparou na tribuna.
O peemedebista seguiu comentando que chegou a seu conhecimento que o valor da obra ficaria na casa dos R$ 3 milhões, mas, que o anunciado por outros partidos do governo do Estado é que esse valor estará próximo a R$ 4,5 milhões.
O vereador Dejair Machado (DEM) chamou a atenção para a gravidade das colocações feitas pelo membro do PMDB. “Isso que o senhor esta dizendo aqui é grave. O senhor esta dizendo que o seu governo, do PMDB, ou nosso, que é da tríplice aliança, está superfaturando uma obra. Que o governo do PMDB, do senhor Luis Henrique, está fazendo uma obra superfaturada”.
Valmir Ludvig (PT), líder do governo, também apontou na direção dos adversários políticos para que o recurso não chegasse a Brusque. “Por que quando o prefeito disse que poderia fazer essa obra, as forças, ao invés de se unirem, brigaram para que não fosse? Soubemos que houve até briga para que não fosse. Porque todo mundo quer ser o pai dessa criança”, relatou o petista.
O pedetista Eduardo Hoffmann tentou amenizar a polêmica criada por Ademir. Segundo ele, o que o prefeito Paulo Eccel fez quando solicitou ao governador os R$ 3 milhões, foi dizer que iria complementar o que faltasse para a execução da obra. “Não que a obra custaria R$ 3 milhões. O governo (do Estado) repassaria R$ 3 milhões e o restante ele bancaria”, concluiu.
Nos bastidores, a informação era de que o próprio governador Luis Henrique da Silveira já havia ficado sabendo das colocações feitas na sessão anterior da Câmara e, principalmente, na de ontem. LHS teria, inclusive, solicitado a gravação da sessão para ouvir o que foi colocado a respeito do assunto. O áudio será encaminhado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) a Florianópolis ainda na manhã de hoje (18).



