A Prefeitura de Brusque está cedendo ao lobby e pressão de construtoras para alterar a lei do Polígono na região do Bairro São Luiz. Foi o que disseram à Rádio Cidade nesta quarta-feira (28) o advogado Roberto Pedro Prudêncio Neto e o engenheiro florestal Eduardo Serpa, durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade.
Segundo eles, uma lei de 1993 definiu que aquela região da cidade seria utilizada apenas para construção de moradias de menor porte e não edifícios.
“Essa é uma lei de numero 25/93, de 1993, da época do ex-prefeito Danilo Moritz, que criou o polígono na região do São Luiz”, afirma Prudêncio.
No ano passado, porém, a Prefeitura enviou à Câmara Municipal um projeto para revogar a lei e permitir a construção de prédios. A proposta entrou em regime de urgência, que foi quebrado pelo Legislativo. Depois disso houve duas audiências públicas, a última na semana passada. As opiniões contrárias ao projeto foram maioria.
Serpa afirma que fez um estudo sobre a vegetação existente no perímetro da área abrangida pelo Polígono. Segundo ele, mais da metade do que resta da mata atlântica na região está em território brusquense.
“Maluche, Santa Terezinha e São Luiz concentram menos de 14% dessa vegetação. E desse percentual, a maior parte está dentro do Polígono no São Luiz”, frisou ele.
Os dois tomaram a frente e coletaram 520 assinaturas até o momento para demonstrar ao poder público que os moradores não aceitam a revogação da lei em vigor. As conversas seguem no sentido de sensibilizar os vereadores a rejeitarem a proposta, caso ela entre em votação no plenário, ou a Prefeitura retire o projeto da casa.




